( retirado do livro"assim diz o Senhor" de Lourenço Gonzalez)
• Distinção de Leis
• Contraste Entre as Leis – Moral e Cerimonial
• O que é Ab-Rogar a Lei?
• O Que Você Deve Saber Sobre a Lei
• Quando Foi “Enterrada” a Lei Cerimonial ?
• A Verdade Sobre a Mudança da Lei
• “ A Lei e os Profetas, Duraram Até...(?)”
• Lei Moral Antes do Sinai
• A Perfeição Divina
• Exatidão Divina
• Excelência Divina
“Agora é o tempo de mostrar-se o povo de Deus
leal aos princípios. Quando a religião de Cristo for mais desprezada, quando
Sua Lei mais desprezada for, então deve nosso zelo ser mais ardoroso e nosso
ânimo mais inabalável. Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a
maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões
– esta será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos
outros, coragem da covardia e lealdade de sua traição.” – E.G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2 pág. 31.
“O corpo do homem é governado pela lei natural e seu comportamento
pela Lei Moral; estas duas leis devem refletir a harmoniosa vontade de Seu
autor.”
“A lei de Deus é divina, santa, celestial, perfeita... Não há
mandamento em excesso; não falta nenhum; é tão incomparável que sua perfeição
constitui uma prova de divindade.” – Spurgeon (teólogo Batista), Sermon On The Law.
“A Lei é a vontade de Deus, no Decálogo.” – Pr. Carlo Johansson (teólogo
Assembleano), Síntese Bíblica do Velho
Testamento, pág. 48.
“A lei é uma parte vital do governo divino no mundo em nossos
dias... a santa Lei de Deus é um pré-requisito para uma experiência mais
profunda da Graça.” – Pr. Harold J. Brokle (teólogo Assembleano), Prosperidade Pela Obediência, pág. 10.
“Os mandamentos representam a expressão décupla da vontade de Jeová
e a norma pela qual governa Seus súditos.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo
Assembleano), Através da Bíblia, pág. 27.
“O Senhor não anulou a Lei
Moral, contida nos Dez Mandamentos, e observada pelos profetas. O objetivo
de Sua vinda não foi abolir nenhuma parte dela... Todas as suas partes têm de
permanecer em vigor para a humanidade de todas as épocas, pois não dependem de
tempo, de lugar, ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças, da
natureza de Deus e do homem, e das relações imutáveis que existem ente eles.” –
João Wesley, Bible Readings for the Home
Circle, pág. 375. (Citado em Segue-me pág. 140). Grifo meu.
“O ritual, ou a Lei
Cerimonial, dada por Moisés aos filhos de Israel, contendo todas as
injunções e ordenanças que estavam relacionadas com os velhos sacrifícios e
serviços do templo, nosso Senhor em verdade veio para destruir, dissolver, e
inteiramente abolir. Esse fato traz o testemunho de todos os apóstolos... Essas
ordenanças eram transitórias, nosso Senhor as apagou, removeu e pregou na Sua
cruz. Mas a Lei Moral contendo os Dez Mandamentos e reforçada pelos profetas,
Ele não a aboliu. Não foi o objetivo de Sua vinda abolir qualquer parte dela.
Ela é uma lei que nunca pode ser anulada e que ‘permanece como a fiel
testemunha no Céu’. A moral (lei) repousa sobre um fundamento diferente dos das
Leis Cerimoniais ou rituais... Cada parte dessa lei tem de permanecer em vigor
para a humanidade de todas as épocas, visto que não depende de tempo, de lugar,
ou de outra qualquer circunstância sujeita a mudanças da natureza de Deus e do
homem, e das relações imutáveis que existem entre eles.” – João Wesley
(fundador da Igreja Metodista) – Sermon 25, On The Sermon on The Mount, págs.
221 e 228. (Citado em Segue-me, págs.
184-185). Grifo meu.
Crê, boa parte dos cristãos de hoje que a Lei de Deus foi abolida quando Cristo morreu na cruz. Assim admitem
esses irmãos, pelo fato de aceitarem que a Bíblia apresenta apenas uma lei, a Lei de Moisés. Entendem pelo termo
“lei”, encontrado nas Escrituras, como definindo todas as leis da Bíblia. Não
compreendem a separação delas, e discordam que haja distinção entre as mesmas.
Tudo se resume, pensam, na Lei de Moisés. Não aceitam a existência de um código
particular, como a Lei Moral (Os Dez Mandamentos), ou a Lei Cerimonial
(ritualismo judaico).
O estudante sincero encontra nas Escrituras muitas leis, entre as
quais destaco: Lei Moral – os Dez
Mandamentos (Êxodo 20:1-17). Lei
Cerimonial (Levítico 23). Lei
Dietética – de Saúde (Levítico 11). Lei
Civil (que regia o governo dos judeus). Leis de Casamento. Leis de Divórcio. Leis de Escravatura. Leis de
Propriedade. Leis de Guerra, etc.
Caiu no domínio popular cristão que, quando se menciona ou se lê na
Bíblia a palavra lei, tudo se resume na Lei de Moisés, o que não é correto. De
fato, existem muitas leis que foram enunciadas, escritas e entregues por
Moisés, embora provenham de Deus, e entre elas está a Lei Cerimonial,
consistindo de um ritual que os judeus deveriam praticar até a chegada do
Messias Jesus. Esse ritual simbolizava o evangelho para os judeus, e
compunha-se de ordenanças como: ofertas
diversas, holocaustos, abluções, sacrifícios, dias anuais de festas específicas
e deveres sacerdotais (II Crôn. 23:18; Lev. 23; II Crôn. 30:16; Esd. 3:2).
Há porém um código particular e distinto, escrito e entregue pelo
próprio Deus a Moisés; é a Lei Moral dos Dez Mandamentos, e em nenhuma parte
das Escrituras é esta lei chamada de Lei de Moisés. Portanto, estudando com
cuidado e carinho, qualquer um encontrará na Bíblia essa variedade de leis.
“Billy Graham,
considerado o maior evangelista da atualidade e fundamentalista, assim se
expressou sobre a Lei de Deus. Reproduzimos a pergunta específica de um
repórter e conseqüente resposta textual, como estão na coluna de um jornal
londrino (reproduzidas em Signs of the
Times de 23.08.1955, pág. 4).
“Pergunta: Mr. Graham, alguns homens religiosos que conheço, dizem
que os Dez Mandamentos são parte da ‘lei’e não se aplicam a nós hoje. Dizem que
nós, como cristãos, estamos ‘livres da lei’. Está certo?
“Resposta: Não, não está certo, e espero que você não seja desencaminhado
por estas opiniões; é de suma importância compreender o que quer dizer o Novo
Testamento quando afirma que estamos ‘livres da lei’. Como é evidente, a
palavra ‘lei’ é usada pelos escritores do Novo Testamento em dois sentidos.
Algumas vezes ela se refere à Lei
Cerimonial – do Velho Testamento, que se relaciona com matéria ritualística
e regulamentos concernentes a manjares, bebidas e coisas deste gênero. Desta
lei, os cristãos estão livres na verdade. Mas o Novo Testamento também fala da Lei Moral, a qual é de caráter
permanente e imutável e está sumariada nos Dez mandamentos.” – A.B.
Christianini, Subtilezas do Erro,
pág. 63-64. Grifos meus.
Este famoso pregador Batista confirma o que a Bíblia apresenta com
enorme clareza. Bem, aguce sua audição agora e vamos consultar, também, o
apóstolo Paulo, a respeito do assunto:
I Coríntios 14:21
“Está escrito na lei: Por
gente doutras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo...”
Aqui, Paulo não se refere nem à Lei
Moral, e muito menos à Lei Cerimonial.
Sua referência só pode ser ao Pentateuco ou mesmo a todo o Antigo Testamento,
nunca porém a um código definido, como a Lei
Moral ou a Lei Cerimonial.
Gálatas 3:10
“Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo de
maldição... porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanecer em
todas as obras que estão escritas no livro
da lei, para fazê-las.”
Aqui, lógico e evidente, refere-se o apóstolo a outra lei. É
inegável! Inclusive a define como sendo escrita em um livro.
Há outras passagens contundentes da pena de Paulo que apresenta a
diversidade de leis, porém, chamo sua atenção para um fato altamente importante
e de real destaque em dois textos:
Efésios 2:15 – “Na Sua carne desfez
a inimizade, isto é, a lei dos
mandamentos, que consistia em ordenanças...”
Romanos 3:31 – “Anulamos,
pois, a lei pela fé? De maneira
nenhuma, antes estabelecemos a lei.”
Releia o que disse Billy Graham aí atrás (pág. 75). Agora considere
o que escreveu este eminente teólogo:
“O contraste entre as afirmações é nítido quando se chama a atenção
para o fato de que Paulo usou a mesma raiz grega para as palavras aqui
traduzidas por ‘desfez’ e ‘anulamos’. Esta raiz, katargeo,
significa tornar ‘inoperante’, ‘fazer cessar’, ‘afastar’ alguma coisa, ‘anular’,
‘abolir’. Mas o escritor inspirado
Paulo diz a uma determinada igreja que a ‘lei’ está desfeita, e a outra igreja
exclama: ‘De maneira nenhuma (Deus nos livre é o sentido original)’, ao
pensamento mesmo de que a ‘lei’ esteja abolida, e se refere à mesma lei em cada
caso? Obviamente Paulo deve estar falando de duas leis diferentes. Esses dois
textos são suficientes em si mesmos para expor a falácia de que a Bíblia fala
de uma só lei.” – Francis D. Nichol, Objeções
Refutadas, págs. 3-4. Grifos meus. Vamos ainda ouvir o apóstolo São Paulo.
Efésios 6:2
“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa.”
Seria irrazoável, não acha, já que o “mandamento” fora desfeito, Paulo mandar os efésios observá-lo! E há
mais, afirma ele ter sua obediência uma alvissareira promessa – vida longa –
com saúde e paz; se a lei da saúde também for observada, evidente!
I Timóteo 1:8
“Sabemos, porém, que a lei é
boa, se alguém dela se utiliza legitimamente.”
Percebe, meu irmão! Jamais pode ser boa uma coisa “maldita”. Correto?
Também, se é boa e útil, por que ser abolida e desfeita, não é?
Romanos 7:14
“Porque bem sabemos que a lei
é espiritual, mas eu sou carnal...”
Note, Paulo toma a minha e a sua palavra agora e diz: “sabemos que a lei é espiritual”. Sabia
você isso, irmão? Ou seja: A lei provém do Espírito de Deus. Se sua fonte é tão
sagrada, não lhe surpreende vê-la tão rejeitada?
Romanos 7:16
“E se faço o que não quero, consinto com a lei que é boa.”
Observe novamente a afirmação paulina: “A lei é boa”. Não deixa ele brecha para suposições ou
interpretações falseadas. A lei é boa disse. Ora, se a lei é boa e contribui
para tornar o homem espiritual, não pode nem deve ser anulada, desfeita,
interrompida, caducada. Nunca! Concorda? Nunca jamais, você dirá com certeza!
Romanos 7:12
“E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.”
Permita-me repetir as palavras de Paulo mais uma vez: Lei santa, Lei
justa, Lei boa. É inegável que Paulo faz alusão a leis diferentes, porque
jamais poderia afirmar que uma lei não presta e seja boa ao mesmo tempo. Que
foi anulada, e é santa, justa e boa. Que é maldição e que tenha uma promessa de
longa vida ao se observá-la.
Romanos 7:22
“Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de Deus.”
Viu? Lei de Deus e não de Moisés. Claro, não é? Que acha o irmão,
seja o “homem interior”?
– Sim, é o homem espiritual, o crente fiel e sincero, o homem que
não transgride a vontade divina, que não transige com o pecado, e, como Paulo,
tem prazer na Lei de Deus.
Romanos 7:25
“Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor, assim que eu
mesmo com o entendimento sirvo a Lei de
Deus...”
Caro irmão, Paulo já afirmou que a Lei de Deus é santa, justa, boa, espiritual, tinha prazer em
guardá-la, e agora dá “graças a Deus por Jesus Cristo” pela oportunidade e
privilégio de poder, com todo o seu entendimento, servir à Lei de Deus. Que
maravilhoso! Creia isto, sinceramente, amado!
Por conseguinte, é contundente e claro que há distinção de leis na
Bíblia. Ninguém deve supor que toda referência à lei nas Escrituras se credite
a Moisés como sendo o legislador. De fato, os seus primeiros cinco livros são
considerados a “lei”, pois, forma o
compêndio mais exato das obrigações mútuas e orientações divinas para o
estabelecimento do governo de Deus, Seus métodos e regulamentos.
Mas, é bom saber e, dar lugar à Lei
Moral dos Dez Mandamentos, que não foi escrita por Moisés, como se julga, e
sim pelo próprio Deus, em tábuas de pedra (Êxo. 31:18). É a única parte das
Escrituras que Deus não permitiu ao homem escrever; Ele mesmo o fez, pela
primeira e segunda vez, quando Moisés quebrou as tábuas, sobre o bezerro de
ouro, ao descer ele do Monte Sinai (Êxo. 34:1,28).
Assim agiu Deus, para patentear a sacrossantidade de Sua lei, bem
como chamar a atenção do homem para o fato de Ele próprio tê-la escrito, e
mais, sobre pedras, para deixar clara a eternidade, perpetuidade e durabilidade
desta lei, que é eterna e gloriosa, como Ele o é.
“Algumas pessoas dão ênfase à distinção entre mandamentos ‘morais’e mandamentos ‘cerimoniais’. As exigências ‘morais’
são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao
contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o
cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos
e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de
dispensação, mas não as leis ‘morais’. É
certo que existe tal distinção.” – Pr. O. S. Boyer (teólogo Assembleano), Marcos: O Evangelho do Senhor, págs.
38-39. Grifos meus.
QUE SERIA DE NÓS SEM A LEI?
No dia 7 de outubro de 1969, a polícia de uma das maiores cidades da
América do Norte entrou em greve. Dois homens foram assassinados, quarenta e
oito pessoas ficaram feridas em tumultos, foram assaltados sete bancos, houve
muitos outros roubos e foram quebradas cerca de mil vitrines no centro da
cidade. Os prejuízos excederam a um milhão de dólares.
Que seria de nós sem a lei e sua aplicação? Que seria do mundo e do
Universo sem a Lei de Deus e Seu poder moderador?
No decorrer dos séculos, grandes pensadores reconheceram que a Lei
Moral de Deus constitui a base de sociedades ordeiras. Quando a Lei de Deus é
desprezada, os seres humanos tornam-se vítimas de seu raciocínio subjetivo. O
resultado é permissividade destrutiva, libertinagem e degradação moral e ética.
Nisto está se transformando nossa sociedade após o adultério ter deixado de ser
crime na lei do Estado.
REFLEXÃO
• Se Deus escreveu Dez Mandamentos, quantos Ele quer colocar em
nosso coração hoje?
• Amor se expressa pela obediência?
• Cristo poderá salvar um transgressor?
• O homem tem capacidade para corrigir a Deus?
• Se Deus diz Sábado, porque o homem diz domingo?
Segundo o breve estudo anterior, é possível que alguém tenha ficado
perplexo, pois há textos na Bíblia que positivamente declaram ser a Lei de Deus
eterna, e que não muda, e que todos devem obedecê-la. Por outro lado, existem
outras passagens que parecem significar que a lei é transitória, que nada
aperfeiçoa, é inútil e o crente salvo em Jesus Cristo não tem obrigação de
guardá-la.
Dentre todas as leis mencionadas na Bíblia, duas têm destaque
preeminente: A Lei Moral e a Lei Cerimonial, fato que muitos, mas
muitos irmãos, mesmo, não compreendem, porém é claro em toda a Bíblia.
“A Lei
Moral, os Dez Mandamentos, chamamos de Lei de Deus. Esta lei vem da
eternidade. Os princípios desta lei são a base do governo de Deus. São
imutáveis como o trono de Jeová. A lei é por natureza indestrutível,
adaptando-se ao governo de seres morais livres em todos os séculos, em todo o
Universo de Deus. Nem um mandamento pode ser tirado do Decálogo. Permanece,
todo ele, irrevogado, e assim permanecerá para sempre. Esta lei não pode ser
ab-rogada, nem por homens da Terra, nem por seres do Céu. Nem mesmo o Seu autor
– com reverência o dizemos – a pode
ab-rogar, a menos que mude Sua natureza, e a forma de Seu governo. Disse Jesus:
“É mais fácil passarem o Céu e a Terra
do que cair um til da lei” (Luc. 16: 17). Portanto, esta lei permanece para
sempre. Pelo menos enquanto durar Céu e Terra.
“O mesmo não se dá com a Lei Cerimonial, freqüentemente chamada de Lei de Moisés, que veio a
existir depois da queda do homem. Esta lei ‘consistindo em manjares e bebidas,
e várias abluções e justificações da carne’ e sacrifícios, destinava-se a
chamar a atenção para a primeira vinda de Jesus; em vindo Ele, passou, pois
nEle teve seu cumprimento. Aí encontraram-se o tipo e o antítipo; a sombra
encontrou o corpo. Quando Cristo, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz, ‘o véu do
templo se rasgou em dois de alto a baixo’ (Mat. 27: 51). Os serviços do templo
deixaram então de ter lugar. O sistema sacrifical cessou, e a lei que a ele
pertencia deixou de existir. Foi cravada na cruz (Col. 2: 14). Foi dada para
satisfazer condições temporárias, locais, e uma vez que essas condições mudaram
em virtude da entrada da nova dispensação, os estatutos cerimoniais não tinham
mais razão de ser.” – Folheto nº 22 – CPB.
A seguir, através de inúmeros textos bíblicos, consolidaremos a
grande verdade entre as duas leis,
especificamente. Você vai notar que, de fato, existe uma distinção entre os
dois códigos, e que, com certa facilidade, veremos que os textos que se referem
a um não podem referir-se a outro, certo?
A LEI MORAL – É DENOMINADA A “LEI DO SENHOR”
Salmo 1:2 – “... tem o seu prazer na Lei do Senhor. E na Sua lei medita de dia e de noite.
Salmo 19: 7 – “A Lei do
Senhor é perfeita e refrigera a alma...”
A LEI
CERIMONIAL – FOI DENOMINADA A “LEI DE MOISÉS”
Neemias 8:1 – “... disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o
livro da Lei de Moisés...”
Atos 15:5 – “Alguns, porém, da seita dos fariseus... se levantaram,
dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a Lei de
Moisés.”
A LEI MORAL – É CHAMADA A “LEI REAL”
Tiago 2:8 - “... se cumprirdes, conforme a Escritura, a Lei Real...”
A LEI CERIMONIAL – É CHAMADA A “CÉDULA DE
ORDENANÇAS”
Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas
suas ordenanças...”
Efésios 2:15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos
mandamentos que consistiam em ordenanças...” (A Lei Cerimonial é chamada também
de Lei Ritual).
A LEI MORAL –
EXISTIA ANTES DO PECADO DO HOMEM
Romanos 4:15 – “... onde não há lei – também não há transgressão.”
(Logicamente, se Adão e Eva pecaram, é porque
transgrediram a lei de Deus. Disso Paulo dá provas cabais e insofismáveis, ao
declarar: “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte...
Mas o pecado não é imputado não havendo lei (Rom. 5:12-13). Fica então claro, que
a Lei de Deus existia antes do pecado do homem, no Éden).
A LEI
CERIMONIAL – FOI DADA DEPOIS DA QUEDA DE ADÃO
Os símbolos e cerimônias desta lei (Lei Cerimonial) deveriam
conduzir os homens ao Messias que viria para resgatar os pecadores. (Leia
Hebreus 10:1).
A LEI MORAL – FOI ESCRITA PELO PRÓPRIO DEUS
Êxodo 31:18 – “E deu a Moisés...duas tábuas do testemunho, tábuas de
pedra, escritas com o dedo de Deus.”
A LEI CERIMONIAL – FOI ESCRITA POR MOISÉS
Deuteronômio 31:9 – “E Moisés escreveu esta lei, e a deu aos filhos
de Levi...”
A LEI MORAL – FOI ESCRITA EM TÁBUAS DE PEDRA
Êxodo 31:18 – “E deu a Moisés... duas tábuas do testemunho, tábuas
de pedra...”
A LEI CERIMONIAL – FOI ESCRITA EM UM LIVRO
Deuteronômio 31:24 – “E aconteceu que, acabando Moisés de escrever
as palavras desta lei num livro, até de todo as acabar.”
A LEI MORAL – FOI COLOCADA DENTRO DA ARCA
Deuteronômio 10:5 – “E virei-me e desci do monte, e pus as tábuas na
arca que fizera; e ali estão como o Senhor me ordenou.”
A LEI CERIMONIAL – FOI COLOCADA FORA DA ARCA
Deuteronômio 31:26 – “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da
arca...”
A LEI MORAL – É UMA LEI PERFEITA
Salmo 19:7 – “A Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma...”
A LEI
CERIMONIAL – “NENHUMA COISA APERFEIÇOOU”
Hebreus 7:19 – “Pois a – lei – nenhuma coisa aperfeiçoou...”
A LEI MORAL – É UMA LEI ETERNA
Mateus 5:18 – “... em verdade vos digo que até que o Céu e a Terra
passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”
A LEI CERIMONIAL – ERA TRANSITÓRIA
Hebreus 10:1 – “Porque tendo a lei sombra dos bens futuros, e não a
imagem exata das coisas...”
A LEI MORAL – É SANTA, JUSTA E BOA
Romanos 7:12 – “... assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo
e bom.”
A LEI
CERIMONIAL – NADA APERFEIÇOOU OU SANTIFICOU
Heb. 10: 1
“...Nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a
cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.”
A LEI MORAL – É UMA LEI ESPIRITUAL
Romanos 7:14 – “Porque bem sabemos que a lei é espiritual...”
A LEI CERIMONIAL – ERA CARNAL
Hebreus 9:10 – “Consistindo somente em manjares, e bebidas, e várias
abluções e justificações da carne...”
A LEI MORAL – CONTÉM UM SÁBADO SEMANAL
Êxodo 20: 8-11
“Lembra-te do dia de Sábado para o santificar...”
A LEI CERIMONIAL – TINHA SETE SÁBADOS ANUAIS
Levítico 23:27; 23:32
“Mas aos dez deste mês sétimo, será o dia da expiação; tereis santa
convocação... sábado de descanso vos será; então afligireis as vossas almas,
aos nove do mês à tarde...”
Querido irmão, grave nos escaninhos de sua alma estas duas
comparações finais. Entesourai-as no coração e na mente.
A LEI MORAL –
NÃO FOI AB-ROGADA (ANULADA) POR CRISTO
Mateus 5:17-19 – “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas:
Não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e
a Terra passem, nem um jota, ou um til, se omitirá da lei, sem que tudo seja
cumprido...”
A LEI CERIMONIAL – SIM – FOI CRAVADA NA CRUZ
Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas
suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio
de nós, cravando-a na cruz.”
A LEI MORAL – NÃO FOI ABOLIDA NEM ANULADA
PELA FÉ EM CRISTO
Romanos 3:31 – “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma;
antes, estabelecemos a lei.”
A LEI CERIMONIAL – FOI DESFEITA OU CANCELADA
POR CRISTO
Efésios 2: 15 – “Na Sua carne (Seu sacrifício) desfez a inimizade,
isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças...”
Finalmente, lhe digo amado: A Lei
Moral não dá instruções ou informações sobre ofertas queimadas, de
manjares, páscoa, ereção de altares, circuncisão, ordem sacerdotal, etc. A Lei Cerimonial é que engloba e exige a
prática destes ritos.
– Considere estes fatos, com carinho! E não esqueça do isto é!
FALTA DE UNIDADE? CONTRADIÇÃO? EQUÍVOCO?
• “– Os Adventistas e a Lei
de Moisés – Dividem a Lei de Moisés em duas partes, uma moral, incluindo os
dez mandamentos e a outra cerimonial, compreendendo o resto da lei. Dizem que
Cristo aboliu a lei cerimonial, mas a lei moral precisa ser obedecida.
Inventaram essa maneira de argumentar, porque viram-se em dificuldade diante da
declaração bíblica de que a lei foi abolida por Cristo.” – Pastor Rui Franco
(teólogo Batista), Revista Mocidade e
Adulto, Edições Brasil Batista, 10 de outubro de 1976. Grifo meu.
• “Devemos fazer distinção entre a lei cerimonial e a lei moral. A
lei cerimonial ficou circunscrita ao Velho Testamento. Referia-se a costumes
próprios do povo de Israel, alimentação, etc. Não temos nenhuma obrigação,
hoje, para com essa lei.
“Há, porém, a lei moral. Esta permanece. Os dez mandamentos, por
exemplo, faziam parte da lei, mas permanecem até hoje, porque são princípios
eternos, estabelecidos por Deus para as relações humanas.” – Pastor Walter Kaschel (teólogo
Batista), Lições de Mordomia,
Suplemento da Revista de Jovens e Adultos, Casa Publicadora Batista (teólogo
Batista), 4a. impressão, 1964. Grifos meus.
• “Não há tal coisa como duas leis diferentes dadas a Israel. Tal distinção não é mencionada em
nenhum lugar da Bíblia.” – Gordon Lindsay (teólogo Assembleano) – Os Fatos Sobre o Sétimo Dia, pág. 39.
Grifos meus.
• “As idéias que alguns fazem da Lei de Deus, são errôneas e muitas
vezes perniciosas. O arrojo ou ousadia dos tais, chega a ponto de ensinar ou
fazer sentir que a Lei já foi abolida e que nenhum valor mais lhe resta, tão
pouco tem autoridade para corrigir os costumes e influir na vida do
indivíduo... Os que ensinam a mentira
que a Lei não possui mais valor ou autoridade, ainda não leram com certeza os
versículos que nos servem de texto (S. Mat. 5:17-19). Como se pode dizer que a
Lei foi abolida?
“Outros dizem que Jesus não fez mais que afrouxar a Lei. Ora, ainda aí, o absurdo é grande, pois será crível
aos que possuem um pouco de senso, que Deus mude a Sua Lei quando Ele é
imutável? Não! Tudo pode mudar-se, tudo pode transformar-se ou degenerar-se,
porém Deus não muda, nem o Seu poder, nem a Sua glória; os Seus preceitos são
eternos.
“Vamos mais longe: Essa Lei é base da moralidade social, e será
crível que tal base seja abolida, isto é, que se mate, adultere, furte e
calunie? Não! Essa Lei é toda digna de nossa admiração, de nosso respeito e
acatamento.
“Jesus veio pôr em prática a Lei e não a abolir. Olhemos todos para
esse modelo e peçamos força para obedecer os preceitos divinos.” – S. L. Ginsburg (Ministro Batista), O Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de
Deus, págs. 4-7, grifos meus.
• “A Bíblia afirma que existe uma só Lei. O que existe, na verdade,
são preceitos morais, preceitos cerimoniais, e preceitos civis. É chamada Lei
de Deus, porque teve origem nEle. Lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador
que Deus escolheu para promulgar a Lei no Sinai. Os preceitos, tanto do
Decálogo como os fora dele, são chamados alternadamente Lei de Deus ou do
Senhor e Lei de Moisés (Luc. 2:22 e 23; Heb. 10:28). São, portanto, sinônimos
e, por isso não há distinção alguma
(Nee. 8:1, 2, 8, 18). – Pr. A. Gilberto (teólogo Assembleano), Lições Bíblicas Jovens e Adultos, Casa
Publicadora das Assembléias de Deus, 2º trim/97, pág. 45.
• “Algumas pessoas dão ênfase entre mandamentos ‘morais’ e mandamentos ‘cerimoniais’ . As exigências ‘morais’
são aquelas que em si mesmas são justas e nunca podem ser revogadas. Ao
contrário, as leis ‘cerimoniais’ são aquelas sobre observâncias, sobre o
cumprimento de certos ritos, por exemplo: os mandamentos acerca dos holocaustos
e o incenso... As leis ‘cerimoniais’ podem ser ab-rogadas na mudança de
dispensação, mas não as leis ‘morais’. É
certo que existe tal distinção. – Pastor
O. S. Boyer (teólogo Assembleano) – Marcos:
O Evangelho do Senhor, pág. 38-39.
A LEI E O PECADO
“Quando os judeus rejeitaram a Cristo,
rejeitaram a base de sua fé. E, por outro lado, o mundo cristão de hoje, que
tem a pretensão de ter fé em Cristo, mas rejeita a Lei de Deus, comete um erro
semelhante ao dos iludidos judeus. Os que professam apegar-se a Cristo,
polarizando nEle as suas esperanças, ao mesmo tempo que desprezam a Lei Moral e
as profecias, não estão em posição mais segura do que os judeus descrentes. Não
podem chamar inteligentemente os pecadores ao arrependimento, pois são
incapazes de explicar devidamente o de que se devem arrepender. O pecador, ao
ser exortado a abandonar seus pecados, tem o direito de perguntar: Que é pecado? Os que respeitam a Lei de
Deus podem responder: Pecado é a
transgressão da Lei (I João 3:4). Em confirmação disto, o apóstolo Paulo
diz: “...Eu não conheceria o pecado, não fosse a Lei...” (Rom. 7:7). – Mensagens Escolhidas, vol. 1 – E.G.
White, pág. 229, grifos meus.
Agora que sabemos qual a lei que foi abolida por Cristo, resta-nos
saber a finalidade da Lei Moral, dos Dez Mandamentos. Antes, porém, deixe-me
explicar o que é cumprir a lei, porque muitos pensam que, por ter dito Jesus: “Eu vim cumprir a lei”, Ele a cancelou.
Tomemos, por exemplo, uma coisa simples, como uma placa de
contramão. Esta placa, feita pelo Detran, consiste de um círculo vermelho com
uma faixa branca cortando-o. Em qualquer país do mundo esta placa indica que é
proibido ao carro seguir a rua onde ela esteja. Pois bem, então o motorista vai
guiando o seu carro e de repente vê à sua frente tal placa. Se ele volta, ou
dobra à esquerda ou à direita, ele está cumprindo
a “lei” representada por aquela placa que o proibiu de seguir por aquela estrada.
Então, cumprir é obedecer aquele regulamento. Como se vê, o cumprir não foi
tornar nulo nem cancelar aquele dispositivo que o proibia seguir em frente.
Da mesma forma, o pedestre que vai atravessar uma rua, posta-se
então na calçada, e espera que o sinal fique vermelho para os carros; quando
isto ocorre, acende-se o sinal verde para ele atravessar tranqüilamente a pista
de rolamento. A “lei” é representada ali pelo sinal vermelho para os carros e
pelo sinal verde para ele. Se o carro pára ao sinal tornar-se vermelho, está o
motorista cumprindo aquele regulamento, a lei
do trânsito; e, se a pessoa atravessa quando o sinal está verde para ela,
da mesma maneira está cumprindo o
requisito legal que determina estas normas.
Agora pergunto: Cumprir é cancelar, inutilizar, acabar? Certamente
você responderá que não! Cumprir então é obedecer, neste caso, os estatutos do
Detran. Da mesma sorte, qualquer proibição legal, obedecida, é cumprida, por quem a obedece.
Isto acontece com os governos, indústrias, comércios, escolas,
universidades, que têm regulamentos e leis. Qualquer cidadão brasileiro que é
fiel em suas obrigações no pagamento de seus impostos, e que cumpre as normas e
leis estabelecidas para o nosso bem-estar, está livre de sua condenação, mas,
tão logo as transgride, fica sujeito às suas penalidades.
Recentemente, em programa radiofônico de maior audiência no Rio de
Janeiro, um jurista disse: “A lei cumprida, protege; a lei transgredida,
condena”. Que bela verdade disse um homem que nem evangélico é!
Da mesma maneira ocorre com a Lei de Deus. Mesmo sem a explicação
apresentada, será ilógico achar que Jesus “cancelou”, “acabou” com Sua própria
lei. Primeiro, porque ela é eterna, como é eterno o nosso grande Deus.
Sobretudo é o fundamento de Seu governo. Segundo, por ela será julgada toda
criatura, conforme as palavras de Tiago 2:12: “Assim falai, e assim procedei,
como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. Terceiro, ela é tão
importante e útil que está guardada no Céu. Observe: “E abriu-se no Céu o
templo de Deus, e a arca do Seu concerto foi vista no Seu templo...” (Apoc.
11:19). Portanto, estão no Céu, dentro da arca, os originais da santa Lei de
Deus, escritos pelo Seu próprio dedo. Isto é muito significativo, irmão. Queira
ler: Êxo. 31:18; Deut. 10:5.
Pois bem, a finalidade da Lei de Deus é apontar, mostrar o pecado. A
lei é o espelho espiritual do cristão. Se você estiver com o rosto sujo, o
espelho mostra a sujeira e, então, o que faz? Lava-se, não é? O mesmo papel
desempenha a Lei de Deus; ela mostra onde está sujo na vida do homem. Quando
isso ocorre, a sujeira, isto é, o pecado, precisa ser removido.
Fala-se muito que estamos debaixo da Graça. Que a Graça cancelou a
lei, etc. Entrementes, afirmo, com base nas Escrituras Sagradas, que a lei jamais
pode ser abolida, porque se tal acontecesse não haveria a necessidade da Graça.
Sim, Graça é um favor imerecido. É estendida ao homem para justificá-lo de seu
pecado, quando ele expressa fé no sacrifício de Jesus.
– Que é pecado? Perguntou
Billy Graham, quando de sua campanha evangelística no Rio de Janeiro em seu
folheto intitulado: “Que importância você dá a Deus?” Ele mesmo responde: “Pecado é a quebra da Lei Moral... Porque
todos nós temos quebrado os Dez Mandamentos...” Ele está certíssimo, porque
a Bíblia revela tal verdade com estas palavras: “Qualquer que comete pecado,
também transgride a Lei, porque o pecado
é a transgressão da Lei” (I João 3:4
– Edição revista e atualizada). Esta é a mais clara e divina definição de
pecado.
Não esqueça: a lei funciona como um espelho. Qualquer pecado na vida
do homem é apontado por ela, e imediatamente ela o acusa, restando ao homem uma
única saída para livrar-se de sua incômoda penalidade: recorrer à Graça de
Deus, que é a aceitação do sacrifício de Jesus para sua vida.
Por conseguinte, para haver Graça,
necessário é que haja pecado. E para
saber se há pecado, preciso é que se tenha um código que o identifique. Por
favor, irmão, preste a máxima atenção a este silogismo:
Romanos 4:15; 5:13
“Porque onde não há lei
também não há pecado... mas o pecado não é imputado não havendo lei.”
Assim que, se alguém prega que a Lei de Deus foi abolida,
forçosamente as pessoas terão de crer também que não existe pecado, e se assim
é, todos são justos, e todos se salvarão, possuam ou não fé em Cristo, tenham
ou não nascido de novo, sem a manifestação da Graça.
Sim, porque Deus não pode condenar nem destruir aqueles que não
pecaram. Aceitando-se que a Lei Moral foi abolida por Cristo, não há mais
necessidade de fé e muito menos angustiar-se por causa de uma perdição eterna,
em chamas crepitantes, no Juízo Final. Agora observe o que diz o evangelista:
Mateus 1:21 – “E dará à luz um filho e chamará o Seu nome Jesus; porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados.”
Então, como é isso? Jesus nasceu para salvar homens do pecado?
Paulo afirma que, “...Se não há lei, também não há pecado...” (Rom.
5: 13). E se hoje em dia alega-se ter sido a lei abolida, o raciocínio lógico é
que, se não há pecado (em virtude do cancelamento da Lei de Deus), não pode
haver salvação, pois ela é a conseqüência da conversão do pecador. Se todos,
porém, são justos (pois não há uma lei que aponte e mostre pecados), para quê
salvação?
Ora, se não há salvação, que necessidade temos de Jesus? Conclui-se
pela palavra dos que advogam a tese da abolição da Lei de Deus que – informa o
apóstolo Paulo –, “não há pecado”. Não havendo pecado, dizemos nós, todos se
salvarão, e o sacrifício de Jesus foi em vão, inútil e desnecessário, e é isso
o que Satanás deseja, levando os homens a pensarem que a Lei de Deus foi
abolida.
Digo-lhe irmão, fiado na Bíblia, a Lei Moral de Deus existirá
sempre, enquanto houver pecado. Permanecerá ela como a expressa vontade de Deus
para com o homem. Ela acusará sempre todo aquele que cometer pecado.
Saiba, meu irmão, quando se afirma que estamos livres da lei, isto
é, de sua penalidade, fácil é saber se é verdade. Cumprindo os Dez Mandamentos
em sua vida, a lei não o acusará. É como estar diante do espelho, e este mostra
seu rosto completamente limpo. Mas, embora livre da condenação da Lei de Deus,
pela justificação do sacrifício de Cristo, não quer dizer que o cristão esteja
livre do pecado; em qualquer tempo que o cristão tornar a cometê-lo, novamente
a lei o acusará, e assim acontecerá até a volta de Cristo, quando então, e só
então e para sempre, será banido o pecado desta Terra. Depois leia estes
textos: I. S. João 1:8,10. João 8:7.
Agora ouça, amado irmão, de que adianta dizer-se justificado, salvo
pela Graça, e guardar apenas nove mandamentos, como é o caso de muitos, se a
lei é composta de dez? Para estes há uma dura palavra na Bíblia:
Tiago 2:10 – “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em
um só ponto, tornou-se culpado de todos.”
Se a Bíblia diz que “pecado é a transgressão da lei”, portanto,
mesmo sendo apenas um mandamento quebrado, o pecado torna-se patente na vida do
transgressor, pois para Deus o pecado não tem categoria nem tamanho. Pecado é
pecado! Ouça:
I João 2:3 e 4 – “E nisto sabemos que o conhecemos, se guardamos os
Seus mandamentos; aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus
mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade.”
Percebe como é grave a situação? Meu amado, se à luz desta dura
palavra, e se a Lei de Deus lhe mostra alguma transgressão, lave-se no sangue
de Jesus, seja forte, decida-se. Pois a Bíblia determina:
Eclesiastes 12:13 – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a
Deus e guarda os Seus mandamentos,
porque este é o dever de todo homem.”
Jesus disse ao jovem rico: “... se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mat. 19:17).
Você irmão, só terá absoluta certeza de que a lei não o acusa, se
estiver guardando os Dez Mandamentos de que ela é composta. Esta é a única
maneira de certificar-se de estar livre de sua condenação.
Alguém poderá dizer, como já ouvi: “Isso é legalismo”! Eu responderei: “Isso é o que diz a Bíblia”, e
eu creio nela. Outros dizem: “Ninguém
pode guardar toda a lei”. Assim agem, porque não depositam em Deus suas
fraquezas, para dEle receber força. Isso dizem os que limitam o poder de Deus.
Isso dizem os cristãos de pequena fé. Isso dizem os que não querem ver os
milagres de Deus.
Caro irmão, quer ser vitorioso e forte para poder guardar a Lei de
Deus? Leia Filipenses 4:13, Mateus 6:33, Isaías 49:15 e 16. Leia várias vezes.
Ore. E o Deus do Céu o abençoará ricamente. Se tomar a decisão de ser fiel a
Deus nesta parte da Bíblia, reclame de Deus a Sua bênção. Glória a Deus!
Aleluia!
SANTIDADE NO SANTUÁRIO
Para o gentio – O acampamento era santo
Para o israelita – O pátio era santo
Para o sacerdote – O primeiro compartimento era santo
Para o Sumo Sacerdote – O segundo compartimento era santo
No segundo compartimento – A Arca era santa
Na Arca – A lei era santa
Na Lei – O quarto mandamento é santo (contém a assinatura de Deus)
O gentio – podia entrar no acampamento para fazer negócio, mas não
poderia passar a noite
O pecador – podia entrar no pátio só para levar oferta
O Sacerdote – podia entrar no lugar Santo só em serviço
O Sumo Sacerdote – podia entrar no santuário, só no Dia da Expiação
Hoje, porém, todos podem,
no Sábado, entrar no Santuário para encontrar-se com o Todo-Poderoso. Amém!
Quando você, irmão, repete as palavras de João: “... Eis o Cordeiro
de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29), bem pode desconhecer suas
raízes que, reportadas ao passado, alcançam o Éden. Esta expressão singela e
sublime provém do âmago da Lei Cerimonial – o Sistema Provisório judaico.
Após a transgressão expressa à vontade do Criador, Adão
experimentou, traumatizado, o impacto da morte de um cordeirinho, para sua pele
servir-lhe de agasalho. Aquele animalzinho a seus pés, inerte, sem vida, era
uma cena dantesca jamais experimentada; fugia à sua percepção. Indagativo imagina:
Não viverá mais? Por que morreu? Esses pensamentos devem tê-lo perseguido por
todo o tempo em que, agasalhado com a pele da indefesa vítima, protegia seu
corpo da friagem noturna. Para Adão, o cordeiro morto foi uma experiência
amarga, porém compreendia agora que a transgressão ocasiona a morte.
Sim, as palavras divinas: “... no dia em que nela tocares (árvore da
ciência do bem e do mal) certamente morrerás” (Gên. 2:17), encontram
ressonância nos escaninhos de sua alma. A morte, desconhecida para Adão, transforma-se
em um espectro terrificante.
Por outro lado, Adão compreende também que o cordeirinho morto é um
símbolo do Salvador que Deus prometeu enviar para resgatar o homem da maldição
do pecado. O sangue que corria do indefeso animal morto prefigurava o sangue
imaculado do Filho de Deus, que um dia morreria de braços abertos em uma cruz,
como emblema eterno de vitória.
Com o pecado, interrompeu-se temporariamente o relacionamento íntimo
que Adão e Eva entretinham com o Senhor “... pela viração do dia... ” (Gên.
3:8). O Céu distanciou-se da Terra, e esta, que deveria ser uma extensão do
Céu, ficou separada da família celestial, por um grande abismo.
Entretanto, o amor de Deus não deixaria o homem só, e, já que
pessoalmente não poderia privar de Sua companhia, manifestar-Se-ia ao Seu povo
de outra maneira. Daí ordenar a Moisés: “E Me farão um santuário, e habitarei
no meio deles” (Êxo. 25:8). Este santuário era comumente chamado de
tabernáculo. Era uma tenda com paredes de madeira, tendo o forro quatro camadas
de materiais. Media 6x18m, e o pátio 30x60m. Era uma casa móvel. Quando de sua
construção, Israel jornadeava pelo deserto. As tábuas não eram pregadas uma à
outra, mas separadas e cada uma delas ficava em pé por meio de uma base de
prata. O pátio era cercado com cortinas que pendiam de pilares fixos em base de
cobre (Êxo. 38:9-20).
“O edifício inteiro, conquanto formoso e magnífico em suas linhas,
revelava sua natureza transitória. Destinava-se a servir somente até ao tempo
em que Israel se estabelecesse na Terra Prometida e um edifício de natureza
mais estável pudesse ser erigido.” – O
Ritual do Santuário, M.L. Andreasen, pág. 22.
Como de fato aconteceu mais tarde, com o suntuoso Templo de Salomão,
substituído pelo de Zorobabel e este pelo de Herodes, que foi destruído no ano
70 d.C., em cumprimento à profecia de Nosso Senhor (Mat. 24:2).
O tabernáculo possuía dois compartimentos, separados por uma
riquíssima cortina, também chamada véu. O primeiro compartimento era maior e
chamado Lugar Santo, e tinha três utensílios: a mesa dos pães da proposição, o
castiçal com 7 lâmpadas e o altar de incenso. O segundo compartimento era menor
e chamava-se Lugar Santíssimo. Nele somente existia uma peça de mobiliário – a
Arca do Concerto. Era em forma de caixa e media 1,00 x 0,60cm, mais ou menos.
Sua cobertura chamava-se propiciatório. Sobre ele havia dois querubins (anjos)
de ouro em “obra batida”, ficando um de cada lado, cobrindo-o com suas asas.
Exatamente sobre o propiciatório, Deus Se comunicava com Seus filhos (Êxo.
25:22). Dentro da arca estavam as duas tábuas de pedra onde Deus havia escrito,
com Seu próprio dedo, os Dez Mandamentos.
No pátio defronte existia uma pia gigante, onde os sacerdotes
lavavam as mãos e os pés antes do serviço religioso. Também ficava no pátio o
altar dos holocaustos. Nele se efetuavam todas as ofertas sacrificiais. Media
mais ou menos, 3,00 x 3,00 m, com 1,50 m de altura e todo coberto de bronze
(Êxo. 27:1).
Pronto o tabernáculo, foi estabelecido o sacerdócio, e, este recaiu
sobre a tribo de Levi, sendo consagrados a este ministério Arão e seus filhos.
Foi determinado o cerimonial, que consistia de ofertas queimadas, pacíficas, de
manjares, pelo pecado e pelas culpas. Mais o serviço diário, o holocausto da
tarde e da manhã, ininterruptamente; o dia da expiação e as festas de santas
convocações, que eram em número de sete, conforme encontradas em Levítico 23; e
os dias em que caíam, eram considerados sábados, por serem feriados religiosos
revestidos de toda a solenidade e santidade do Sábado do sétimo dia da semana
(Isa. 1:13, 14; Osé. 2:11).
Estas festas eram: A páscoa, e dela só podia participar o israelita
que entrou para o judaísmo pelo ritual da circuncisão. Festa dos pães asmos,
festa das primícias (Pentecostes), memória da jubilação (festa das trombetas),
dia da expiação, primeiro dia da festa dos tabernáculos e o último dia desta
festa.
Anexo a todo este cerimonial complexo e esplendoroso, estava o
ritual da circuncisão que, dentre todos, parece aquele a que mais se apegaram
os judeus.
No primeiro compartimento, ministrava o sacerdote, diariamente. No
Lugar Santíssimo (2º compartimento), ministrava apenas o sumo-sacerdote, e uma
só vez ao ano, no dia da expiação, o Yom Kipper (Yom Kippur – 10º dia do 7º
mês).
Assim, caro irmão, resumido, apresentei-lhe este conjunto
maravilhoso de cerimônias e ordenanças estatuídas por Deus, revestidas de um
profundo significado e todas sendo sombra e figura do Messias Jesus e de Sua
obra expiatória e redentora do homem. (Leia Heb. 7-9).
Entre todas as cerimônias, destaco a mais impressionante, bela e
terrível pelo seu significado, cuja exigência era o derramamento de sangue.
Trata-se do Sistema Sacrifical. Era o seguinte: Quando algum israelita pecasse,
ele deveria morrer, pois assim reclamava a lei. Veja:
Ezequiel 18:20 – “... toda alma (pessoa) que pecar, essa morrerá.”
Entrementes, Deus permitia que o pecador trouxesse ao templo uma
oferta (animal), pelo seu pecado, que se transformaria em um substituto e
morreria em seu lugar. O primeiro requisito do ritual do sacrifício consistia
em o pecador colocar o animal sobre o altar no pátio do tabernáculo, diante do
sacerdote, colocar suas mãos sobre a cabeça do animal, confessar seu pecado e,
a seguir, com suas próprias mãos, imolar a indefesa vítima. Com isso, desejava
Deus incutir na mente de Seu povo que, o perdão só pode ser obtido unicamente
pela confissão e intercessão do sangue. Também visava o Senhor ensinar, através
desse ritual marcante, a repulsa pelo pecado. Queria Deus que a aversão ao
pecado fosse tão grande que os homens procurassem evitá-lo.
“Nenhuma pessoa normal tem prazer de matar um animal indefeso e
inocente e isso de modo especial se compreender que é por causa de seus
próprios pecados que o animal deve morrer.” – O Ritual do Santuário, M.L. Andreasen, pág. 43.
Essa era uma das grandes lições do Sistema Sacrifical: ensinar o
sacerdote e o povo em geral a aborrecer e a fugir do pecado. Porém, a maior
lição que o Senhor desejava impor é que um dia o verdadeiro Cordeiro morreria
por ele e nós: Jesus Cristo.
Belo, horrível e impressionante como era esse ritual, deveria
produzir nos circunstantes o arrependimento e a tristeza pelo pecado, fato que,
lamentavelmente, tornou-se raro.
Esse Sistema Sacrifical era, para os judeus, o seu evangelho. Evangelho
que profetizava claramente o advento do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo.” João 1:29.
Positivamente, às 15:00 horas de uma sexta-feira, há 20 séculos,
Jesus, pendente na cruz, exclama entre gritos lancinantes: “... Está
consumado...” (João 19:30). Morria para dar vida a milhares que nEle crêem.
Miraculosamente rasga-se o véu do templo que separava o lugar Santo do
Santíssimo, de alto a baixo (Luc. 23:45); o cordeirinho que estava amarrado
sobre o altar para o sacrifício da tarde solta-se, por mãos invisíveis, e foge,
deixando o sacerdote espavorido, enquanto lá, no Gólgota, o centurião romano
exclama: “...Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus” (Mar. 15:39). Toda
a natureza demonstra repulsa pelo quadro pavoroso. O Sol retirou sua luz, os
elementos entraram em comoção, provocando estranhos terremotos. O vento
sibilava furiosamente. Era o Criador que morria.
Assim, amado irmão, chegou ao fim a Lei Cerimonial, cravada ali
naquela cruz sangrenta. Todo aquele sistema ritualístico que prefigurava este
inolvidável acontecimento do Calvário cessava, tornando-se obsoleto, porque
Jesus veio, morreu e venceu, e disso certifica Paulo ao declarar:
Colossenses 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas
suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio
de nós, cravando-a na cruz.”
Efésios 2:15 – “Na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos
mandamentos, que consistia em ordenanças...”

Assim como as professoras ensinam as crianças com figuras e
flanelógrafos, o Senhor Deus expôs o grande Plano da Redenção através do
santuário e seus símbolos. Os pães da proposição significavam que “Jesus é o pão da vida” (João 6:48).
O candelabro com 7 lâmpadas acesas significava que “Jesus é a luz do mundo” (João 8:12). O
incenso queimado no altar, sua fumaça simbolizava os méritos de Cristo.
A função de sacerdote seria desempenhada por Jesus ao ascender ao Céu, e a de Sumo Sacerdote após o ano de 1844,
quando se deu a purificação do santuário celestial (Heb. 4:14).
Sim irmão, tais detalhes revelam o glorioso Plano de Redenção da
raça humana. O salmista tem razão ao afirmar: “O Teu caminho ó, Deus, está no Santuário...” Salmo 77:13.
Aproximadamente há dois milênios atrás eclodiu no espaço, pela boca
de Pilatos diante de Jesus, a milenar pergunta registrada em João 18:37 e 38:
“...que é a verdade?”Pilatos quis saber o que é a verdade, estando diante dela,
sem, contudo, dela fazer caso. A busca da verdade é a tônica desta geração
desencontrada. Churchill disse certa ocasião: “De vez em quando os homens
tropeçam na verdade e bem depressa se levantam, como se nada houvesse
acontecido.”
O profeta Isaías, pela inspiração divina, diz que, “... a verdade
anda tropeçando pelas ruas...” (Isa. 59:14 e 15). A busca da verdade que fazem
hoje os que dizem almejá-la é feita apenas por parte. A verdade está ao alcance
de todos e são muitos os que passam por ela, não fazendo nenhum esforço por
obedecê-la. Fecham o coração, ouvidos e olhos. Rejeitam assim a oportunidade de
descobrir o que é a Verdade. É necessário encontrar a verdade, e Jesus
assegura:
João 8:32
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”
Conclui-se então que, se a verdade liberta, o homem efetivamente
está preso. E, preso a quê? Ao pecado, aos vícios, erros, à ignorância, preso a
alguma religião por tradição, sentimentalismo, obrigação ou camaradagem.
A verdade de cada um assume proporções grandiosas quando em choque
com outras verdades. São as verdades particulares de cada qual. E são
defendidas com todo ardor. E há até os que se sacrificam para defender a
verdade que aceitam. Daí a grande necessidade de encontrar a verdade que só
Deus tem e pode santificar, libertar, trazer paz, felicidade e salvação.
É comum ouvir-se cristãos, das mais variadas Igrejas Evangélicas,
defenderem fervorosamente a idéia de que possuem a verdade, o que em parte é
aceitável. Assim levantam-se todos a uma voz e gritam: “Nós estamos com a
verdade!” Não descreio, porque Jesus Cristo é a verdade. Deus é a verdade. A
Bíblia é a verdade. E quem se fundamenta nestas verdades pode enunciar
possuí-las. – Mas... pergunto: É somente isso a verdade de Deus? O que é a
verdade para Deus?
Antes de continuar, irmão, raciocine comigo: O que é uma casa?
Certamente, para ser uma casa, é preciso que se tenha: piso, paredes, teto,
compartimentos, etc... Havendo apenas paredes e piso, não se pode dizer que
seja uma casa. O máximo que se pode admitir é ser uma casa incompleta.
Uma árvore também, para ser considerada como tal, terá que ter
raízes, tronco, folhas, etc. Tendo apenas raízes e um tronco quebrado ou
cortado não é em si mesma uma árvore, mas um pedaço de árvore. Assim, irmão, a
verdade que Deus deseja que o homem encontre é um conjunto de verdades que em si forma a verdade pura e cristalina
que restaura, liberta, santifica e salva. E, esta verdade completa, é
apresentada pela Bíblia como sendo um conjunto de cinco partes, que formam,
portanto, a verdade total de Deus.
Primeira – Deus é a verdade (Isa. 65:16).
Segunda – Jesus Cristo é a verdade (João 14:6).
Terceira – O Espírito Santo é a verdade (João 16:13).
Quarta – A Bíblia é a
verdade (João 17:17).
Se você irmão, tem, crê e vive estas verdades, está no caminho,
mas... ainda lhe falta alguma coisa, e esta é a:
Quinta – A Lei de Deus é a verdade (Sal. 119:142).
Eis aqui, amado, a verdade completa, apresentada pela santa Bíblia.
Mas, lamentavelmente, uma verdade deste conjunto glorioso está sendo
desprezada. Uma destas verdades santificadoras foi lançada por terra (Dan.
8:12), e poucos são os que a têm levantado, reconduzindo-a ao seu devido lugar.
A Lei de Deus dos Dez Mandamentos tem sido ridicularizada e
desdenhada, e isso para alegria de todos os demônios. O profeta Daniel, quase
600 anos antes de Jesus nascer, profetizou esta atrocidade dizendo:
Daniel 7:25
“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do
Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e
a Lei...”
Sim, a Lei de Deus foi alterada, arrancaram de lá o Sábado e colocaram em seu lugar um dia
espúrio, estranho à Palavra de Deus. Todas as desculpas e suposições podem ser
levantadas para a defesa do cancelamento do Sábado como dia santificado de
guarda, porém, ficará patente, sempre e eternamente, que ele foi cancelado pelo homem e não por Deus.
Sim, digo-o outra vez, uma destas verdades está lançada ao chão e
disso os cristãos sinceros e leais têm que se conscientizar. Deus espera que
nos levantemos em favor de Sua santa Lei.
Caro irmão, nada existe de mais precioso que andar na luz. Quando
isso ocorre, fogem as dúvidas e intranqüilidades. A verdade borbulha quando
exposta e submetida ao crivo das Escrituras. E ela só deixará de ser uma teoria
para o cristão, quando este, humildemente, ao descobri-la, decidir observá-la,
mesmo perseguido ou chacoteado. O cristão que se prepara para o Céu não se
intimida nem se envergonha de tomar decisões firmes ao lado da verdade global
de Deus.
Muitos hoje, despercebidamente, ensinam que não importa o que se
creia, desde que seja sincero. Este é um pensamento criminoso que não tem base
escriturística. Ninguém será salvo, crendo numa mentira, mesmo que o faça com
toda a sinceridade de seu coração.
Em tempos de ignorância (desconhecimento da verdade divina) Deus
tolera o que, de outro modo seria pecado, mas, chegando a luz, a vontade de
Deus fica às claras, e há perigo em fazê-la pela metade, e quem o afirma é
Jesus, ouça:
João 15:22
“Se Eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas
agora não tem desculpa do seu pecado.”
O conjunto global que compõe a verdade completa de Deus foi
fragmentado, modificado, e isso não é novidade para os cristãos que conhecem as
profecias da Bíblia, porque está escrito no livro do profeta Daniel, com
clareza meridiana, que tal fato se daria:
Daniel 8:12
“...e lançou a verdade
por terra, fez isso e prosperou.”
Veja você, irmão, que tal declaração merece crédito, primeiro porque
é bíblica; segundo, porque é confirmada pela história universal. Observe:
No ano 31 d.C. deu-se a morte de Jesus, e nesta época, a Verdade
completa de Deus estava de pé, ou seja: não tinha sido ainda “lançada por
terra.”
No ano 58 d.C., a Igreja Apostólica mantinha ainda de pé esta
verdade sacrossanta, embora Paulo advertisse profeticamente:
Atos 20:29-30 – “Porque eu sei isto, que, depois da minha partida,
entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho; e que dentre
vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os
discípulos após si.”
No ano 62 d.C., ainda continuava de pé a verdade, e neste ano Paulo
assevera com todo zelo, instruindo os discípulos que alguém se atreveria contra
a verdade de Deus para lançá-la por terra. Note:
II Tessalonicenses 2:3-4
“Ninguém de maneira alguma vos engane, porque não será assim sem que
antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição;
o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de
sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”
No ano 100 d.C., a verdade ainda continuava de pé. Foi por volta
deste ano que morreu João, o último dos apóstolos, outro defensor intransigente
da verdade completa.
A verdade global de Deus vai avançando intacta pelos anos, apesar da
apostasia do 2º e 3º séculos. A partir, porém, do 4º século, o cumprimento das
profecias de Daniel e Paulo vai ocorrer. Fique atento.
Na primeira parte do 4º século, o imperador romano Constantino diz
que se convertera ao cristianismo, porém isso não passou de manobra política,
com interesses pessoais, porque (dizem), de fato, seu coração permaneceu pagão.
No ano 321, exatamente aos 7 de Março, Constantino, o Grande, lavra o seguinte
edito:
“Que os juízes e o povo das cidades, bem como
os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol; aos moradores dos campos,
porém, conceda-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados de sua
lavoura, visto suceder freqüentemente não haver dia mais adequado à semeadura e
ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar passar a ocasião oportuna e
privar-se a gente das provisões deparadas pelo Céu.” – Corpus Juris Civillis Cord. Liv. 3, Tit. 12,3
O original encontra-se na Biblioteca de Harward-College (Univ. Livre
de Cambridge, EUA)
Esta foi a primeira lei
original do domingo na Terra e modelo de todas as leis dominicais que se
seguiriam. Este edito uniu a Igreja Cristã e o Estado Romano. Fundiam-se o
poder político e o religioso. Estava aberto o caminho para a fraude. A verdade
global de Deus começa a perigar, e o domingo inicia sua escalada para enganar a
cristandade, tomando o lugar do santo Sábado do Senhor.
Havia cristãos, porém, que guardavam o Sábado e o domingo
paralelamente. Assim satisfaziam a “gregos e troianos”, e outros, para livrarem
a pele, obedeciam ao imperador que, dando rédeas aos seus planos, revelando
zelo e temor que o povo viesse adorar deuses pagãos (?), trouxe para dentro da
Igreja Cristã imagens da virgem Maria, de Cristo e dos apóstolos. “Os dias de festa dos pagãos foram dedicados
ao serviço de Deus”. Entre estes, o destaque era para o “deus Sol”, que, do dia de domingo se fez
senhor, tornando-o santo e reverenciado pela cristandade até hoje.
Os antigos antepassados da humanidade adoravam o Sol no primeiro dia
da semana. O deus Sol, era como o
chamavam. O Egito, foi, na antiguidade, o foco central de adoração ao Sol, que
recebeu o nome de Amon-Rá.
Os gregos e romanos também adoravam o Sol – o deus Mitra, no
primeiro dia da semana. Os babilônios dedicavam o primeiro dia da semana ao culto do Sol. No ano 274 a.D., o
imperador Aureliano também “adotou o
culto do Sol como a religião oficial do Império Romano”, do qual
Constantino também era adorador. O primeiro dia da semana foi assim dedicado ao
culto do sol – Sol Invicto, que por isso era chamado no Latim dies solis – dia
do Sol. O vocábulo inglês para domingo é SUNDAY e quer dizer: Dia do Sol.
Não há dúvidas que a observância do domingo como dia santo tem suas
raízes e origens no paganismo.
Leia como famosas Enciclopédias confirmam isto. No artigo domingo,
dizem:
“A mais antiga documentação da observância do
domingo como imposição legal é o edito de Constantino, em 321 d.C., que decreta
que as cortes de justiça, os habitantes das cidades e o comércio em geral,
devessem repousar no domingo (venerabili die solis), excetuando-se apenas os que
se empenhavam em trabalhos agrícolas.” – Enciclopédia
Britânica, Nona Edição.
“Constantino, o grande, fez uma lei para todo o
Império (321 d.C.), estatuindo que o domingo fosse observado como dia de
repouso em todas as cidades e vilas; mas permitindo que os camponeses
prosseguissem em seus trabalhos.” – Enciclopédia
Americana.
Com sua licença, abro um parêntese especial para dizer-lhe que o
próprio Cardeal Gibbons, primaz da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos,
afirmou:
“Podereis ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse
e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do domingo. As
Escrituras ordenam a observância do Sábado, dia que nós nunca santificamos.”
– Faith of Our Fathers, pág. 89.
Grifos meus.
Finalmente irmão, no Concílio de Laodicéia, no ano 364 d.C., a
Igreja Romana transferiu definitivamente a solenidade do Sábado para o domingo,
agora como dia santificado e obrigatório para todos os cristãos. Está portanto
cumprida a profecia (Dan. 8:12; 7:25). Eis o referido decreto:
“Os cristãos não devem judaizar [guardar o
Sábado], ou estar ociosos no Sábado, mas trabalhando nesse dia; o dia do Senhor
(domingo), entretanto, honrarão especialmente, e como cristãos não devem, se
possível, fazer qualquer trabalho nele. Se, porém, forem apanhados judaizando,
serão separados de Cristo.” – Cânon 29 do Concílio de Laodicéia.
A verdade foi assim lançada por terra. Isto é: a Lei de Deus,
escrita por Seu próprio dedo, duas vezes, em tábuas de pedra, foi alterada pelo
homem e hoje são milhões os que aceitam essa infeliz modificação.
O poder profetizado por Paulo em II Tessalonicenses 2:3 e 4,
modificou os Dez Mandamentos a seu bel-prazer. Como quis, alterou, trocou,
retirou, mudou, transferiu, “pintou e
bordou” com a única parte da Bíblia que Deus não permitiu o homem escrever;
e os cristãos, que deveriam posicionar-se contra, aceitaram, em parte, este
crime cometido contra a Lei de Deus. Ora, aceitando parte, também é uma
contribuição à destruição do todo (Tiago 2:10).
Veja, a seguir, as duas leis e, sinta como o homem se colocou acima
de Deus, depois decida. Se for correto, aceite a lei maior... a de Deus.
Prepare-se.
A LEI DE DEUS FALSIFICADA PELO HOMEM
Segundo o Catecismo da Doutrina
Cristã, pág. 9,
Edição Oficial, 1930.
I
Amar a Deus sobre todas as coisas.
II
Não tomar Seu santo nome em vão.
III
Guardar domingos e festas.
IV
Honrar pai e mãe.
V
Não matar.
VI
Não pecar contra a castidade.
VII
Não furtar.
VIII
Não levantar falso testemunho.
IX
Não desejar a mulher do próximo.
X
Não cobiçar as coisas alheias.
= 46 Palavras
Suprimido o segundo mandamento,
ficaram nove; para completar os dez, dividiu-se o décimo em dois. Foi trocado o
Sábado pelo domingo, modificou-se o primeiro mandamento, para que coadunasse
com a retirada do segundo. Que fantástico cumprimento profético!
Daniel 8:12; Daniel 7:25; II
Tessalonicenses 2:3 e 4.
“A igreja após trocar o dia de descanso do
Sábado dos judeus, ou o sétimo dia da semana, para o primeiro dia, fez o
terceiro mandamento e se refere ao domingo que seja mantido sagrado como o Dia
do Senhor.” – Enciclopédia Católica, Vol. 4, pág. 153.
A LEGÍTIMA LEI DE DEUS – Êxodo 20:3-17
I
Não terás
outros deuses diante de Mim.
II
Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma
semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na Terra. Não te encurvarás
a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que
visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles
que me aborrecem, e faço misericórdia em milhares aos que Me amam e guardam os
Meus mandamentos.
III
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o
Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão.
IV
Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis
dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem
tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu o teu servo, nem a tua serva, nem o
teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro de tuas portas. Porque em
seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao
sétimo dia descansou; portanto, abençoou o Senhor o dia do Sábado e o
santificou.
V
Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os
teus dias na Terra que o Senhor teu Deus, te dá.
VI
Não matarás.
VII
Não
adulterarás.
VIII
Não
furtarás.
XI
Não dirás
falso testemunho contra o teu próximo.
X
Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a
mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o
seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
280 Palavras
Será que este poder religioso que iludiu os cristãos achou-se maior
que o Rei? Lançou-Lhe a pecha de incúrio? Achou que Deus deveria ser suscinto,
ou Se fez multiplicador de palavras? Incrível!
|
DEUS É
|
SUA LEI É
|
||
|
Santo
Justo
Bom
Eterno
Imutável
|
Lev. 19:2
Sal. 145:17
Sal. 34:8
Isa. 40:28
Tia. 1:17;
Mal. 3:6
|
Santa
Justa
Boa
Eterna
Imutável
|
Rom. 7:12
Rom. 7:12; Sal. 119:172
Rom. 7:12 e 16
Sal. 119:144; Mat. 5:18
Sal. 89:34
|
OBSERVAÇÕES:
Profecia de que a lei de Deus seria
mudada........................Dan. 7:25
O transgressor da Lei de Deus, consciente, até
sua oração é abominável
....................................................Prov. 28:9
Quem será justificado? Os que ouvem ou os que
praticam (guardam) a lei? ..................................................Rom.
2:13
Requisito básico para quem pretende ensinar a verdade.......Isa.
8:20
Os hinos 138 e 468 do Cantor
Cristão falam da Lei de Deus (Êxo. 20:3-17)
CURIOSIDADE:
A Primeira Igreja Batista de Niterói distribuiu recentemente o
folheto “Os Dez Mandamentos”, com
carimbo-convite (guardo no arquivo um exemplar). Consideremos:
Distribuir tal literatura, inda mais com o carimbo da igreja, com
dia e hora de culto, é sinal contundente de que aquela mensagem é certa, e é o
que a igreja deseja para quem irá recebê-la. Ora, imaginemos que alguém recebe
um destes convites, e vai ao culto. Por fim, vê que aquela igreja, apesar de
distribuir uma literatura onde realça a vigência e santidade do Sábado bíblico,
como confirma o folheto, ao dizer no rodapé: “Esta seleção bíblica é parte das Escrituras Sagradas – Êxodo 20:1-17”.
No entanto, a Igreja Batista guarda o domingo! Como dizer isso aos visitantes?
Se a igreja disser que o referido folheto está errado, cairá em
contradição, pois então estaria dando uma mensagem errada. Se afirmar que o
Sábado foi mudado por quaisquer motivos, a contradição continua, pois não
existe nenhuma passagem na Bíblia que consigne tal modificação.
Então, que dirá a igreja? Que a lei foi abolida? Mas como?
Distribuir literatura cuja mensagem está revogada, inda mais com carimbo
indicativo do dia e hora do culto?
O Sábado não foi cancelado, nem abolido! A lei, sim, foi alterada, e
os evangélicos sabem disso, mas não se decidem a tomar posição definida em
favor do Autor da lei.
Que não seja assim com você, irmão! (Leia algo interessante na pág.
137).
SÓ RELEMBRANDO:
Que é pecado? – Resposta: “Transgressão da Lei de Deus” (I João 3:4
– Versão Rev. e Atualizada).
Dizem que Jesus aboliu a Lei de Deus. – Paulo porém diz: “... onde
não há lei, não existe pecado” (Rom. 4:15; 5:13).
A Bíblia fala que Jesus
salvará o povo de seus pecados (Mat. 1:21). –
Entretanto, abolida a lei, o pecado desaparece; sem pecado, todos tornam-se
justos, não há então necessidade de salvação. Não havendo salvação, Jesus para
nada vale, e Seu sacrifício foi em vão. Vê o engodo satânico?!
Que os cristãos ergam o estandarte ensanguentado do Filho de Deus,
posicionando-se ao lado de Sua santa Lei, com coragem e bravura.
PARA FIXAR
Somente três coisas fez Deus com Suas próprias mãos:
O homem (Gên. 2:7), a mulher (Gên. 2:21), e a Lei Moral (Êxo.
31:18).
Quando o homem pecou, Jesus morreu em seu lugar, para satisfazer a
exigência da lei, provando a eternidade deste código moral de conduta. Nada o
pode mudar. Ninguém o pode alterar. Deus o fez para nortear e proteger o homem,
e isso para todo o sempre (Isa. 66:22 e 23; Mat. 5:17 e 18).
“O nosso amor a Deus encontra a sua
manifestação na observância aos mandamentos de Deus... Obediência aos
mandamentos de Deus em imitação de Cristo... Assim sendo, ele (o apóstolo João)
ordena aos homens que dêem prova do seu conhecimento de Deus. Para saberem de
certo se têm ou não o conhecimento de Deus, a prova é simples – guardam os
mandamentos de Deus?” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Através da Bíblia, págs. 344, 341.
(referindo-se a I João 2: 2-6 e 5: 2-3). Grifos meus.
Os huguenotes, albigenses e valdenses, que recusaram veementemente a
mudança da Lei de Deus, guardaram o Sábado, mais de mil anos depois que a
Igreja Romana o subverteu, pois estes povos preservaram as Escrituras em sua
pureza original.
Na Etiópia, no Século XVII, o Sábado era observado como memorial da
criação.
“Os Dez Mandamentos são um código de princípios, não de regras e regulamentos,
de ‘faça isto’ e ‘não faça aquilo’. Deus deseja que esses princípios se tornem
os princípios evidenciados em nosso caráter.” – Lição da Escola Sabatina, nº 7, 24/8/1984.
CONTRASTE
ENTRE AS DUAS LEIS
LEI MORAL
1 – Proclamada pelo próprio Deus (Êxo. 20:1,22).
2 – Escrita por Deus (Êxo. 31:18; Deut. 9:10).
3 – Escrita em tábuas de pedra (Êxo. 31:18).
4 – Entregue por Deus, Seu escritor, a Moisés (Êxo. 31:18).
5 – Depositada por Moisés “dentro
da arca” (Deut. 10:5).
6 – Tem que ver com preceitos morais (Êxo. 20:3-17).
7 – Mostra o pecado (Rom. 7:7).
8 – Seu quebrantamento é pecado (I João 3:4).
9 – É preciso “guardar toda
lei” (Tiago 2:10).
10 – Porque “devemos ser
julgados” por esta lei (Tiago 2:12).
11 – O cristão que guarda esta lei é bem-aventurado (Tiago 1:25).
12 – “Lei perfeita da
liberdade” (Tiago 1:25 comp. Tiago 2:12).
13 – Paulo tinha prazer nesta lei (Rom. 7:22 – comp. c/ Rom. 5:7).
14 – Estabelecida pela fé em Cristo (Rom. 3:31).
15 – Cristo devia “engrandecer”
a lei, e fazê-la gloriosa (Isa. 42:21).
16 – “Sabemos que a lei é espiritual” (Rom. 7:14 comp. c/ v. 7).
17 – É estabelecida na dispensação evangélica (Rom. 3:31).
18 – É uma lei eterna, inab-rogável (Mat. 5:18).
19 – Não pode ser mudada (Luc. 16:17).
20 – Contém um Sábado semanal (Êxo. 20:8-11).
21 – Contém um Sábado que continuará, mesmo na
eternidade (Isa. 66:23).
“Nós não podemos compreender a salvação sem
entender a Lei de Deus...Deus revela Sua vontade, no tocante ao procedimento do
homem, por meio dos mandamentos que lhe apresenta... O propósito da lei é fazer
com que os homens sintam sua necessidade de Jesus Cristo e do Seu evangelho de
perdão... Pela lei vem o conhecimento do pecado. Os homens precisam buscar a
Deus, reconhecendo-se pecadores, ou seja, criaturas que sabem ter desobedecido
a lei e o governo de Deus, reconhecendo-se verdadeiros inimigos do próprio Deus
pelo desrespeito às Suas leis.” – Pr. Harold J. Brokle, ( teólogo Assembleano),
Prosperidade Pela Obediência, págs.
14, 15, 16, 17.
“Os mandamentos de Deus são cercas, por assim
dizer, que impedem ao homem entrar em território perigoso e dessa maneira
sofrer prejuízo para sua alma.” – Pr. Myer Pearlman (teólogo Assembleano), Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, pág.
91.
“O Decálogo – o fundamento do pacto é o mais
essencial da lei, como também a condição para vida e felicidade.” – Pr. Carlo
Johansson (teólogo Assembleano) Síntese Bíblica do Velho Testamento, pág. 116.
LEI CERIMONIAL
1 – Anunciada por Moisés (Êxo. 24:3).
2 – Escrita por Moisés (Êxo. 24:4; Deut. 31:19).
3 – Escrita em um livro (Êxo. 24:4,7; Deut. 31:24).
4 – Entregue por Moisés, seu escritor, aos levitas
(Deut. 31:25 e 26).
5 – Depositada pelos levitas “fora
da arca” (Deut. 31:26).
6 – Trata com matéria cerimonial e ritual (Lev. 23).
7 – Prescreve ofertas para o pecado (Ler todo o livro de Lev.).
8 – Não há nenhum pecado em quebrá-la; foi abolida
(Efé. 2:15; Col. 2:14).
9 – Os apóstolos não deram ordens para guardá-la (Atos 15:24).
10 – Não seremos julgados por esta lei (Col. 2:16).
11 – O cristão que guarda esta lei não é abençoado (Gál. 5:1-6).
12 – O cristão que guarda esta lei perde a liberdade (Gál. 5:1,3).
13 – Paulo classificou-a de jugo de servidão (Gál.
5:1 ver Atos 15:10).
14 – Abolida por Cristo (Efé. 2:15).
15 – Cristo riscou “a cédula que era contra nós...” (Col. 2:14).
16 – “Lei do mandamento carnal”
(Heb. 7:16).
17 – Foi abolida na dispensação evangélica (Efé. 2:15).
18 – Constitui-se em mera sombra das coisas futuras (Heb. 10:1)
19 – Foi mudada por necessidade (Heb. 7:12).
20 – Continha Sábados anuais (Lev. 23:24, 27, 32, 39).
21 – Abrigava sábados cerimoniais que cessaram na
cruz (Col.2:14-17).
“Os Dez Mandamentos foram escritos em tábuas: uma em relação a Deus
e outra em relação ao próximo. Na primeira tábua as diretrizes que nos ensinam
a reverenciar a Deus e na segunda a respeitar ao próximo. São princípios
eternos de Deus, portanto, imutáveis.” – Pastor Fanini (Teólogo Batista), Dez Passos Para Uma Vida Melhor, pág.
21.
“O homem não pode entender verdadeiramentte a cruz de Cristo sem
primeiro entender a Lei de Deus. O pecado é a transgressão da lei ... e esta
declara que estamos sob sentença de condenação. O homem é um criminoso diante
do tribunal de juízo de Deus... Quando olhamos para a cruz e vemos Cristo
morrendo ali, somos admoestados pelas Escrituras a nos ver, não só perdoados
por causa do sangue derramado, mas também condenados à morte com Cristo. Aqui a
lei e a cruz combinam em divina harmonia. Tanto a lei como a cruz de Cristo
condena à morte o velho eu egoísta.” – Haroldo J. Brokke, A Lei é Santa, págs. 136-137.
Mateus 24:2 – “... Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra
sobre pedra que não seja derribada.”
Mateus 24:15 – “Quando pois virdes que a abominação da desolação, de
que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda.”
A profecia de Mateus 24 é impressionante. Afinal, foi pronunciada
pelos santos lábios do Senhor Jesus. Foi o último sermão do Senhor Jesus. Se
você quiser conhecê-la em detalhes, leia meu livro O Sexto Milênio.
O último procurador romano na Judéia (64-66 d.C.), foi Géssio Floro.
Homem mau e injusto, cometeu muitos abusos e crimes em Jerusalém e noutras
cidades da Palestina, fazendo nascer tremendo ódio entre os judeus que se
insurgiram contra ele, criando grupos rebeldes e também criminosos. Roma teria
de enviar exércitos para combater estes revoltosos. E o fez. Sitiaram
Jerusalém.
Em 7/11/66 d.C., o General romano Céstius Gallus, sem nenhuma razão
aparente, retira-se de Jerusalém com seus exércitos. Era o sinal que os
discípulos, orando durante 35 anos, esperavam (Mat. 24:15-21). Os judeus foram
no encalço do exército em fuga, atacando-o pela retaguarda e matando seis mil
soldados. Os cristãos então fugiram de Jerusalém para a cidade de Perla, no
além Jordão. Não foi nem Sábado nem inverno (Mateus 24:20). Estavam a salvo.
Logo, Jerusalém caiu em poder de grupos fanáticos e extremados, que, sem o
saber, estavam apressando a ruína total da cidade.
Nero, Imperador romano, aborrecido com a derrota de Céstius Gallus,
nomeou um de seus melhores generais, Vespasiano (Tito Flávio Vespasiano) que,
com 60 mil homens, muito alimento, máquinas de guerra (aríetes e lançadoras de
pedras), rumou para a Terra Santa.
No ano 70 d.C., o General romano Vespasiano, veio resoluto para
destruir Jerusalém sem piedade. Porém, recebeu um comunicado que deveria
retornar para assumir o trono de Roma pela morte de Nero. Tito (Tito Vespasiano
Augusto), seu filho, assume o comando vindo mais tarde a ser um dos maiores Imperadores
romanos. Tito marchou sobre Jerusalém, chegando lá no mês de abril de 70 d.C.
Jerusalém foi retomada, por Tito, conforme informa o historiador judeu, Flávio
Josefo, no dia 8/09/70 d.C.
Tito pediu que preservassem o Templo, a todo custo. O diabo queria
contestar a profecia de Jesus: “Não
ficará aqui, pedra sobre pedra que não seja derribada.”
Um dos seus soldados, porém, lançou uma tocha sobre uma janela do
Templo, as cortinas incendiaram-se e logo tudo era fogo. O ouro das paredes,
derreteu-se e foi infiltrando-se entre as pedras.
Os soldados, então, moveram os blocos de pedra, a fim de pegarem
aquela riqueza. E assim, as palavras de Cristo se cumpriram nos mínimos e
precisos detalhes. O preço pago por tanta intolerância foi 1.100.000 judeus
mortos, entre homens, mulheres e crianças.
Sessenta e cinco anos após esta destruição e dispersão da nação
judaica, Bar Kochba, no ano 135 d.C., organizou um movimento a fim de
restabelecer o cerimonialismo judaico. Imediatamente começou a reconstruir o
Templo, mas o exército romano sufocou a insurreição e interrompeu a obra.
Mais tarde, em 380 d.C., o Imperador Juliano, rebelando-se contra o
cristianismo, decidiu reconstruir o Templo para provar que a profecia de Jesus
de que “não ficará aqui pedra sobre
pedra”, não era verdadeira.
Prometeu proteção e riqueza aos judeus que o ajudassem na execução
do projeto. Porém, ele não contava com uma sucessão de ocorrências
sobrenaturais que o levaram ao abandono da tarefa impossível.
“Juliano, o apóstata”, como passou a ser reconhecido, foi
mortalmente ferido no campo de batalha. Reunindo as últimas forças, clamou: “Ó
Galileu, Tu venceste!”
Mais tarde, o Império Otomano se apossou de toda a área onde estava
o templo na qual erigiram duas Mesquitas. Estão lá ainda hoje.
Meu amado, por ocasião da páscoa no ano 70 d.C., se deu a grande
destruição de Jerusalém, e o majestoso Templo Herodiano, considerado por muitos
a oitava maravilha do mundo, tornou-se a sepultura de um Sistema Religioso que havia de desaparecer após a morte do Senhor Jesus.
A Lei Cerimonial, com todos seus ritos envolventes e impressionantes, foi ali
enterrada para sempre.
“Mateus 24:20: Jesus instruiu Seus discípulos a observar o Sábado,
durante a grande tribulação, relacionada com a destruição de Jerusalém, que se
daria quarenta anos após Sua ressurreição. A mesma instrução se aplica ao povo
de Deus no tempo do fim, tendo que enfrentar seus inimigos.
“Esse texto é parte da interpretação da profecia de Daniel a
respeito do poder da ‘ponta pequena’ (Mat. 24: 15. Dan 8: 13, 14, 25. 9: 27.
11: 31. 12: 11). A atuação da ponta pequena vai até o tempo do fim. Como os
cristãos enfrentaram Roma pagã no ano 70 e ainda observaram o Sábado, também o
povo de Deus dos últimos dias deve enfrentar os inimigos e prosseguir observando
o Sábado.
“Apocalipse 14: 6-7: A mensagem do primeiro anjo é o evangelho
eterno. Ela inclui a instrução de que devemos adorar ‘Aquele que fez o Céu, a
Terra, o mar, e as fontes das águas.’ (v. 7). Essa é uma óbvia menção ao quarto
mandamento. ‘Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e tudo o
que neles há, e ao sétimo dia descansou (Êxo. 20:11).’” – Lição da Escola Sabatina, 3/96, pág. 4.
Os bons e sinceros irmãos que militam hoje sob as mais diversas
bandeiras denominacionais, que ainda não descobriram a verdade da Lei de Deus
em seu esplendor magno, admitem e crêem que ela findou na cruz, estribando-se
para isso em Colossenses 2:14 “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas
suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio
de nós, cravando-a na cruz.”
Por outro lado, há também os que ensinam que a lei durou até a
posteridade, que é Cristo (Gál. 3:16). E outros, afirmam que o fim da lei se
deu com o advento de João Batista, e para tanto citam: “A lei e os profetas duraram até João...” Lucas. 16:16.
Depreendemos daí, lamentavelmente, que os que pregam a abolição da
Lei de Deus, sequer chegam ao acordo mútuo, uma unidade. Se houve três
abolições intercaladas no tempo, a qual deve basear-se o crente para firmar sua
fé?
A coluna basilar para uns é que foi até João. Para outros findou com
Jesus. Afinal, quando foi exatamente que a Lei de Deus foi abolida, ou “cessou
de vigorar?” Porque a premissa lógica é que, “se durou até João, já estava
abolida e nada mais teria Jesus que abolir”, correto? – Além do que, ouça o que
diz o verso seguinte: Luc. 16:17 “E é mais fácil passar o Céu e a Terra do que
cair um til da lei.”
Novamente, lembro a você meu irmão, para descobrir a Verdade que o
versículo quer ensinar, não o isolemos do contexto, senão podemos nos enganar.
Sabe, é impossível recusar que, após João, houve profetas. Observe:
Atos 2:17-18 – “E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do Meu
Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e vossas filhas profetizarão... e também sobre os Meus
servos... e profetizarão.”
Atos 19:6 – “E impondo-lhes Paulo as mãos... profetizavam.”
Atos 21:9-10 – “E tinha quatro filhas donzelas, que profetizavam. E
demorando-se ali... chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo.”
I Coríntios 14:29,32 – “E falem dois ou três profetas... E os
espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.”
Pela leitura destes textos do Novo Testamento, fica comprovado que
depois de João houve profetas, efetivamente.
Quanto à existência e permanência da Lei de Deus após João, é um
axioma. Senão, veja: Depois de Lucas registrar: – “A lei e os profetas duraram até João...”, um moço rico procurou
Jesus com estas palavras: “Bom Mestre,
que bem farei para conseguir a vida eterna?” (Mat. 19: 16). Ouça o que
disse Jesus:
Mateus 19:17 – “...Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos.”
Estas são palavras de Jesus e ninguém pode negar que estes
mandamentos são os do Decálogo. Quer ver? Jesus afirmou para o moço:
“Não matarás” — 6º mandamento
“Não cometerás adultério” — 7º mandamento
“Não furtarás” — 8 º mandamento
“Não dirás falso testemunho” — 9º mandamento
“Honra teu pai e tua mãe” — 5º mandamento
Mateus 19:18-19
Já me disseram que Jesus cancelou o Sábado, porque não o repetiu
para o moço rico guardar. Meu amado, ouça o que vou lhe dizer com solenidade
agora:
Se pelo fato de Jesus não ter dito ao moço – “Lembra-te do Sábado,
para o santificar”, Jesus cancelou este mandamento; então o Mestre fez pior, ao
omitir a proibição daquilo que é repulsivo para Ele próprio e para Seu Pai, que
é a idolatria, admitindo a negação do próprio Deus. Sim, porque Jesus também
não recitou para o moço: – “Não terás outros deuses diante de Mim;... não farás
para ti imagens de escultura...”
Por estas omissões de Jesus, deixaremos de cultuar a Deus, ou
estamos livres para adorar ídolos? Lógico que não! Então, não podemos aceitar
uma declaração e negar a outra, certo? Como vê, é coisa séria entrar na vida,
por isso Jesus estabeleceu a condição: obediência
aos mandamentos da Lei Moral!
Sabe, aquele moço era um israelita fiel na guarda do Sábado, como
aliás, todos os judeus religiosos o eram. Para eles, o mandamento do Sábado era
o de maior valor, porque eram desamorosos até mesmo com seus pais, avarentos,
indiferentes às necessidades dos pobres e grandemente cobiçosos. Por isso,
Jesus mencionou para o moço, somente os mandamentos da segunda tábua de pedra que escreveu com Seu dedo, no Monte Sinai, e
que apresenta nossa obrigação para com o próximo.
Quanto ao Sábado, estavam todos certos, é o dia de guarda, Jesus não
precisaria relembrar-lhe. Jesus apenas focalizou o que negligenciavam em Sua
lei. Isso é maravilhoso! Glória a Deus. Aleluia!
AGORA PERGUNTO-LHE:
Se a Lei foi abolida, ou vigorou até João Batista apenas, por que
ordenaria Cristo obediência a esta Lei abolida? E mais: como poderia o Mestre
estabelecer a guarda desta Lei como norma para a salvação?
Se a lei duraria somente até João, porque Paulo reconhece e estabelece
a santidade dela, a necessidade dela, e a apresenta como a única maneira de se
detectar o pecado? Ouça:
Romanos 7:12 – “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e
bom...”
Romanos 7:22 – “ ...segundo o homem interior, tenho prazer na Lei de
Deus...”
Romanos 7:25 – “... assim eu mesmo com o entendimento sirvo a lei de
Deus...”
Romanos 5:13 – “...mas o pecado não é imputado, não havendo lei...”
Romanos 8:7 – “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra
Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus...”
O apóstolo amado, João, é mais claro e contundente, veja:
I João 2: 4. 3: 4 – Edição Revista
“Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos (a
lei) é mentiroso, e nele não está a verdade...Todo aquele que pratica o pecado
também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei.”
A verdade é clara, não é irmão? A Lei de Deus não foi abolida! Os
mandamentos permanecem inalterados! Isto é real na vida de todos os cristãos,
apenas há um pequeno equívoco que se revela em grande falta de fé,
possivelmente. Quer ver?
Você, meu amado, é membro de uma igreja evangélica, fiel, ativo,
missionário e amigo de todos.
– Você guarda o primeiro mandamento? – Claro que sim!
– O segundo? – Claro que sim!
– O terceiro? – Claro que sim!
– O quinto? O sexto? O sétimo? – Claro que sim!
– O oitavo, nono e décimo? – Claro que sim!
Percebeu, você demonstra que a Lei de Deus não foi abolida. Ela foi,
sim, alterada, modificada. Mas Deus não apóia isto. Se Ele fez Dez Mandamentos,
ninguém pode mudar. Afinal... Deus é O criador! Quer ver como isto é uma
verdade bíblica insofismável? Ouça:
Tiago 2:10
“Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de
todos.”
A verdade, amado, é que na matemática do Céu, dez, menos um, é igual a zero. Portanto, a Lei de Deus não terminou
com a pregação de João, mas havia uma profecia de que ela seria mudada,
alterada (Daniel 7:25). E cumpriu-se.
Este assunto, meu irmão, é pessoal, carece de fé, por isso envio-lhe
com ternura a Hebreus 11:6, e Paulo lhe diz: “...Sem fé é impossível agradar a
Deus...” Use a fé, meu irmão, e reclame a palavra empenhada do nosso Deus e Ele
o ajudará a pôr esta fé em prática, na obediência, por amor. Não temas!
Então, como vamos entender o versículo de Lucas 16:16 que menciona:
“A lei e os profetas duraram até João?” Voltemos ao texto; leia-o . Verifique
com cuidado e bastante atenção como está grifada a palavra “duraram”. Observou?
Está grifada no texto, isto é, escrita com as letras de forma diferente das
demais, um pouco inclinadas. O tradutor a colocou assim para chamar a atenção
dos leitores de que ela não consta do original grego.
Agora, ouça como Mateus deixa clara e explícita a verdade que Jesus
queria ensinar:
Mateus 11:13
“Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.”
A “lei e os profetas” formam uma expressão que
designa os ensinos do Antigo Testamento (João 1: 45), incluindo o Pentateuco e
os escritos de todos os profetas, porque “os escritos do Antigo Testamento
constituíam o primeiro guia do homem para a salvação. Estes escritos eram tudo
que os homens tinham em matéria de revelação. O evangelho veio, não para abolir
os escritos antigos, mas para suplementá-los, reforçá-los e confirmá-los. O
evangelho veio, não para ser colocado no lugar do Antigo Testamento, mas em
acréscimo a ele.” – A.B. Christianini, Subtilezas
do Erro, pág. 97.
Logo, quis o Mestre dizer que, até João Batista, todas as Escrituras
dos profetas, referentes à Sua primeira vinda, contidas nos livros do Antigo
Testamento, com o Seu advento, batismo e ministério, encontraram cumprimento
in-loco.
Até João Batista, a lei e os profetas (escritos do Antigo
Testamento) indicavam, através da palavra escrita, dos símbolos e do Sistema
Sacrifical (sombras de Jesus), sim, indicavam o tempo em que o Reino de Deus seria anunciado, e, de fato, com a
pregação do Reino, novo tempo raiava. O próprio João Batista, com clareza,
afirmou: “... Arrependei-vos porque é chegado o Reino dos Céus...” Mateus 3: 2.
O tempo há milênios profetizado, e com ansiedade esperado, tem seu
cumprimento. O Messias chegou. Jesus semelhantemente pregou: “O tempo está
cumprido e o Reino de Deus está próximo...” (Marcos 1: 15). Daniel é um dos
profetas messiânicos que mais profundamente e com muitas minúcias focalizou o
surgimento do Messias, especificamente no capítulo nove de seu livro.
“Desde então, isto é, desde a proclamação do
Reino de Deus por João Batista, luz adicional e supletiva tem estado a brilhar
sobre a vereda da salvação, e não havia escusa para os fariseus, ‘que eram
avarentos.’” – Idem.
Para sedimentar a verdade cristalina de que a Lei de Deus não
“durou” até João, que Jesus estendeu sua vigência milênios além de João; que
ela transcende o Céu e a Terra, o Mestre declarou:
Mateus 5:18 – “Porque em verdade vos digo que, até que o Céu e a
Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei...”
Portanto, enquanto a abóbada celeste cobrir nossa cabeça, e nossos
pés pisarem o solo terrestre, é um sinal patente de que a Lei de Deus
permanece, sempre e eternamente. Amém!
PENSE:
Paulo previu que as profecias indicavam ser Roma quem atentaria
contra a Lei de Deus; por isso sua epístola aos Romanos é um hino de exaltação
à Lei Moral.
Uma senhora evangélica foi chamada à Comissão de sua igreja a fim de
ser excluída do rol de membros, em razão de estar em adultério.
Ao tomar conhecimento da sentença, replicou entusiasmada: “Em que
vocês se basearam para concluir que eu adulterei?”
“A senhora transgrediu o sétimo mandamento da Lei de Deus”,
argüiram-lhe.
Irritada, acometeu a irmã: “Se a Lei de Deus está em vigor para
condenar o adultério, porque não está em vigor para se guardar o Sábado?”
Esta experiência ocorreu literalmente. Tire suas conclusões!
“Antes da queda, a lei destinava-se a proteger
Adão e Eva, evitando que incorressem em dificuldades. O relato que temos
daquele tempo indica que a lei era muito simples. Continha uma proibição: Manter-se afastado e não comer do fruto da
árvore do conhecimento do bem e do mal. Se houvessem seguido esse simples
preceito, jamais lhes sobreviria algum problema. Essa lei era a salvaguarda da
harmonia entre Deus e Suas criaturas.
“Com a entrada do pecado, a lei tornou-se muito
mais específica, e suas funções foram ampliadas. A violação de certas regras de
conduta num lar também impõe o acréscimo de outros regulamentos. Acontece a
mesma coisa com a sociedade.” – Lição da
Escola Sabatina, 9/83.
“O caráter de Deus não muda (Mal. 3:6; Heb. 13: 8; Tia. 1: 17). Nos
tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente
justo. Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele
estabelecida. Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos
criados por Ele. Se a Lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de
Seu caráter também seria mudado. Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser
reconhecido como tendo uma justiça imutável. A Lei de Deus é tão imutável
quanto o Seu caráter justo. Lúcifer e um terço dos anjos pecaram contra Deus
(II Ped. 2: 4; Apoc. 12: 4, 7-10). Paulo diz: ‘Onde não há lei, também não há transgressão.’ Rom. 4: 15. Portanto
a Lei de Deus existia antes que o nosso mundo fosse criado.” Lição da Escola Sabatina, 28/7/96.
A Lei Moral (os Dez Mandamentos) também já existia desde o Éden,
representada primeiramente pela árvore da ciência do bem e do mal, que Deus
proibiu tocar – Gênesis 2:17; 3:3. Era essa lei transmitida oralmente de pai
para filho através do ensino familiar – Êxodo 13:9. Também era conhecida e
praticada na casa do patriarca Jacó, o que se denota da atitude de seu filho
José, ao declarar, quando assediado pela impura mulher de Potifar:
Gênesis 39:9 – “Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma
coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como pois faria eu
tamanho mal, e pecaria contra Deus?”
Da mesma forma, Tamar, a nora de Judá, foi acusada de adultério
(Gên. 38:24). Claramente se vê que o adultério é a quebra do sétimo mandamento
da Lei Moral e isto é pecado. Portanto, antes de Deus escrever a Lei Moral em
pedras, com Seu próprio dedo, Ele já exigia sua observância de forma clara.
Leia: Êxodo 16: 4, 5, 22, 23, 25, 26, 29. No Sinai, então, entre trovões e
relâmpagos, foi ela dada ao povo de forma escrita, como definitivo código de
conduta.
“Não se deve pensar que não existia nada destes mandamentos antes de
Moisés. Foram escritos nas mentes e nas consciências dos homens desde o
princípio.” – Pr. Orlando S. Boyer (teólogo Assembleano), Pequena Enciclopédia Bíblica, pág. 198.
REFLEXIONE
• Será que a Lei só era boa e perfeita para o povo do passado?
• Por acaso o povo do passado é diferente do povo atual?
• Faria Deus alguma coisa imperfeita que precisasse de modificações
humanas?
• O que Deus faz é perfeito e dura para sempre?
Quando um amado irmão afirma que a Lei Moral foi abolida, que
caducou, que nada aperfeiçoa e não presta, certamente ele o faz por desconhecer
alguns traços de caráter do maravilhoso Jeová. Sabe, Deus não fez somente a Lei
Moral.
Procure contemplar o Céu à noite, de um lugar onde não haja luzes
acesas. Você saberá porque Davi compôs o Salmo 19.
Pois bem, dirija seu olhar para uma espessa
faixa branca leitosa que se estende quase no centro do firmamento. É a nossa Via-Láctea, uma esteira de milhões e
milhões de estrelas. A nossa Via-Láctea é uma nebulosa (“agrupamento de
estrelas indistintas”). Tem ela uma circunferência de nada menos que 900
milhões de anos lumínicos, ou seja: se fosse possível voar com a rapidez da luz
(300 mil quilômetros por segundo), levaríamos 900 milhões de anos para
atravessá-la. O diâmetro dela é de trezentos e doze quintilhões, e duzentos
quatrilhões de quilômetros (312.200.000.000.000.000.000). Em nossa Via-Láctea
existem 350 milhões de sistemas solares (inclusive o da Terra) com seus Sóis,
Planetas e Satélites.
Há também no infinito a linda nebulosa Cyranus que é formada por
cinco milhões de Vias-Lácteas.
Existem catalogadas pelos astrônomos onze mil nebulosas. Destas,
mais de mil já foram exploradas com potentes telescópios que revelaram nelas,
milhões de sistemas solares.
Júpiter, o maior Planeta de nosso sistema solar é 1330 vezes maior que a
Terra.
O Sol (que é uma estrela
de quinta grandeza) se fosse partido, daria 64 milhões de Luas iguais à nossa.
Na Constelação do Órion há
quatro grandes estrelas: Entre elas, Rigel, a gigante branca, é 10.000 vezes
maior que o Sol. A gigante vermelha, Betegeuse, é 250 vezes maior que o Sol.
Na Constelação do Boieiro
está Arturus a estrela mais bonita do
Céu, e é 24 vezes maior que o Sol. Ela viaja, conforme informação dos
astrônomos, a quase 113 quilômetros por segundo. Um ano luz é aproximadamente
9.460.800.000.000 (nove trilhões, quatrocentos e sessenta bilhões e oitocentos
milhões) de quilômetros. Esta é a distância percorrida em um ano, por um raio
luminoso.
Arturus está a 32,6 anos-luz de distância da Terra. Isto quer dizer o
seguinte: Se você tem 33 anos de idade, olhe para o Céu nesta noite. Olhou? A
luz que você está vendo saiu de Arturus exatamente quando você nasceu, e chegou
hoje.
Na Constelação do Escorpião
a super gigante vermelha Antares, é 390 vezes maior que o Sol.
Na Constelação de Touro,
está Aldebaram 35 vezes maior que o
Sol. E que dizer de Canopus, a
brilhante estrela que, para igualar seu brilho, precisaríamos de 80.000 Sóis
iguais ao nosso?
Na Constelação de Andrômeda,
a estrela Alpheratz forma com mais duas companheiras um diâmetro maior que a
nossa Galáxia.
O centro de nossa Galáxia contém cerca de 100 bilhões de estrelas
semelhantes ao nosso Sol, e há mais de 100 bilhões de Galáxias no Universo
conhecido. Esta Galáxia onde vivemos, se desloca à velocidade aproximada de 790
mil quilômetros por hora. Apesar dessa velocidade incrível e inconcebível,
nossa Galáxia precisa de 200 milhões de anos para dar uma volta completa, dizem
os astrônomos. Pasme agora: Existem, no Universo, mais de um bilhão de Galáxias como a nossa.
Aí pelo espaço infinito, dizem os astrônomos que já existem ao
alcance dos telescópios, dez trilhões de estrelas.
Com reverência e louvor ao grande e Onipotente Deus, concluo
dizendo-lhe: estes miríades de corpos celestes seguem garbosamente em suas
órbitas, não se chocando um com o outro, porque obedecem a leis perfeitas,
fixas e imutáveis. Leis que Deus criou para reger o Seu vastíssimo Universo.
Tudo em seu curso certo. Nada perdendo sua trajetória. Deus é perfeito. Sua Lei
é perfeita.
• Por que o inverno, primavera, verão, outono, ocorrem
ininterruptamente?
• Por que as frutas nascem sempre em suas estações próprias?
• Por que as plantas nascem onde existe terra?
• Por que as flores desabrocham em suas épocas certas?
• Por que um minúsculo sêmen segue um ciclo de nove meses em um
ventre materno para depois nascer uma linda criança?
• Por que os cientistas podem prever um eclipse com absoluta
exatidão com anos de antecedência?
• Por que sabem os astrônomos que o Cometa Halley vai passar sobre a Terra a tal dia, hora, mês e ano?
É porque o Senhor Deus Jeová fez leis perfeitas para comandar toda a
Sua maravilhosa criação. Glória a Deus. Aleluia!
A Terra gira em torno de seu eixo a uma velocidade de 1600
quilômetros por hora. Porém, se ela girasse a uma velocidade de apenas 160
quilômetros por hora, os nossos dias e noites seriam dez vezes mais longos do
que são hoje.
E, assim, toda a vegetação terrestre seria arrasada pelo Sol no seu
curso interminável do dia. E se sobrasse alguma coisa durante o dia, seria
exterminada pelas geadas que proporcionaria a longa noite.
A Terra é uma bola e nós estamos pelo lado de fora dela seguros pela
força atrativa da lei da gravidade. Se esta lei de gravitação deixar de
existir, nós desapareceremos no espaço cósmico.
O Sol é uma bola de fogo com uma temperatura superficial de 6.648
graus centígrados. Ele foi criado para aquecer nossa Terra, promover a saúde
das plantas e de nossos ossos. E ele está à distância da Terra o suficiente
para cumprir à risca esta ordem divina.
Imagine você, se o Sol desse metade apenas de seu calor, viraríamos
todos blocos de gelo. E se nos aquecesse apenas metade mais do que nos aquece,
tudo seria reduzido a cinzas.
Se a Lua saísse de seu lugar e se aproximasse 75 quilômetros de
distância da Terra ao invés daquela que foi colocada por Deus no espaço, os
nossos mares se transformariam em gigantescas e tremendas marés e submergiriam
os Continentes duas vezes por dia; e as montanhas não demorariam a ser
desmanchadas pela erosão dessa monstruosa massa de água.
– Mas, tal não acontece, porque toda a criação de Deus obedece Suas
perfeitas leis. Aleluia! Glória a Deus!
– Sim, Deus está no comando. Fez uma lei para o bem de cada obra
criada. Leis perfeitas e imutáveis!
– Os corpos celestes, as plantas, a vida, enfim, toda a natureza é
fiel no cumprimento de Suas leis. Só o homem teima em desobedecer, transgredindo
a Lei que Deus criou para reger os moradores da Terra!
– Que pena!
Deus escolheu os israelitas como Seu povo. Deu-lhes a mais perfeita
lei que existe para ser seu código de conduta – os Dez Mandamentos. Eles falharam. Deus conclamou outro povo na
mesma base. O que Deus exigiu dos israelitas não pode ser menos que o exigido
de nós, senão haverá dois pesos e duas medidas, e aí, alguém, com razão,
poderia reclamar. Portanto, o que Deus pediu ao Seu povo do passado, requer no
presente, exigirá no futuro, é tão somente – OBEDIÊNCIA à Sua santa Lei.
• Sábado: do Homem, do Judeu ou de Deus?
• O Sábado na Semana da Glorificação
• Perdeu-se no Tempo o Sábado?
• Pode Ser Guardado o Sábado num Mundo Esférico?
• O Sábado Perdeu-se no Dia Longo de Josué?
• Sábado: do Homem e de Deus!
• O Sábado no Novo Testamento!
• O Sábado Foi Feito Por Causa do Homem.
• Quando Seria Restaurado o Sábado?
• O Sábado na Nova Jerusalém
• O Sábado no Gênesis Não é Contado Como “Tarde e Manhã”
Se o homem vai viver eternamente sem pecado após a restauração da
Terra, e se o Sábado foi feito antes de haver pecado no mundo, evidente que
após a extinção do pecado, o homem continuará santificando o Dia do Senhor: o
Sábado.
“O fato de que o Sábado será ainda celebrado na Nova Terra como um
dia de culto (Isaías 66: 23) é uma clara indicação de que Deus jamais tencionou
ter sua observância transferida para outro dia.” – EGW – The Seventh-Day Bible Commentary, vol. 7 pág. 981.
“O tempo que a Terra gasta em seu movimento de oeste para leste,
descrevendo uma elipse alongada em torno do Sol, forma o ano. O espaço de tempo necessário para uma revolução completa da
Lua em volta da Terra forma o mês. O
período que a Terra leva para completar o movimento de rotação em redor de seu
próprio eixo forma o dia. Com
efeito, o ano, o mês e o dia estão associados, como unidade de tempo, aos fenômenos
astronômicos. A semana, entretanto,
constitui um ciclo independente, de origem divina, sem qualquer relação com as
lunações ou movimento de translação e rotação da Terra.” – Revista Adventista, 9/78, pág. 8.
O Sábado foi criado por Deus para marcar perpetuamente o período da
semana. Ao final de cada seis dias – virá o sétimo que é o Sábado. – Então,
qual é o dia do aniversário da criação? – O Sábado!
“O Sábado é uma lembrança semanal de que o Deus Todo Poderoso tudo
fez e de tudo cuidou em Sua criação, para provar que foi, é e será fiel.”
OBSERVAÇÃO
O Sábado era, e é tão bom, que o Criador o separou como dia
santificado.
As nações se originaram em Adão. Por conseguinte, o Sábado foi feito
para todos os homens, de todas as nações.
Agora, vamos ter uma boa conversa, profunda e íntima. Você que me
acompanhou até aqui, certamente deve compreender que meu desejo é revelar
verdades eternas e tentar esclarecer dúvidas que talvez divagam em muitas
mentes.
Assim que, neste sentimento, vou tentar responder as muitas
indagações que se fazem e que, de certa forma, incomoda muitos corações. Por
exemplo: Por que criou Deus o Sábado? Qual a finalidade do Sábado? Perdeu-se no
tempo, ao longo dos milênios intermináveis, o Sábado da criação? Tinha tempo de
duração o Sábado? Que Deus, pois, nos dê Sua Graça e o entendimento. Aleluia!
Saiba que, como você, irmão, tomei uma decisão definitiva em minha
vida: ir à Nova Jerusalém, abraçar afetuosamente o Salvador Jesus, beijar-Lhe a
régia fronte ferida. Sim, após minha conversão, dediquei-me com afinco a
encontrar respostas às dezenas de declarações negativas que ouvi com relação à
Lei de Deus e ao Sábado. O que estudei, compreendi e vivo, eu lhe passo agora.
“O SÁBADO É DO JUDEU”
Afirmações como esta são comumente proferidas por pessoas bondosas e
sinceras, mas que desconhecem completamente o assunto. Dizem porque ouviram.
Mas, não conferiram. E nós temos que conferir tudo com a Bíblia, não é? A
princípio posso garantir que é muito frágil essa afirmação, pois que, dentro da
premissa, é ou não é, a verdade é que o Sábado não é do judeu nem do gentio, é
de Deus, que o criou.
“O SÁBADO FOI FEITO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão, também largamente usada pelos irmãos evangélicos em
geral, é outra afirmação precipitada e sem nenhuma base escriturística. Por
quê? – Ouça, irmão: Você sabe de onde provém os judeus? Sabe por acaso como
surgiram? Quando apareceram na Terra? Se a pessoa não possui resposta para
estas perguntas, nunca deve dizer que o Sábado foi feito para os judeus.
Sim, afirmo com convicção, porque o Sábado foi feito na semana da
criação e somente havia duas pessoas presentes – Adão e Eva –, e eles não eram
judeus, eram filhos de Deus dos quais descendemos. Deste casal, que nasceu
adulto, surgiu o povo de Deus do início, e saiba, amado, não eram judeus, e sim
hebreus. Aqui a prova: “E lhes dirás: O Senhor, o Deus dos hebreus...” Êxodo 7: 16; 9: 13.
O judeu só veio a existir no cenário mundial, dois mil anos depois
de ter Deus criado o Sábado. Portanto, o Sábado foi tornado conhecido no Éden,
ao homem. Daí, mais esta afirmação deixa de ter conteúdo e cai por terra, não
é?
“O SÁBADO FOI DADO AOS JUDEUS”
Esta expressão também é outro equívoco doutrinário, sem respaldo
bíblico ou teológico. Efetivamente o Sábado foi proclamado no Monte Sinai, a
uma multidão judia. Mas, concluir que nós, os gentios, não estamos obrigados a
observá-lo, não está correto. Sabe por quê? Medite nisto:
“Quando os três discípulos Pedro, Tiago e João
– todos judeus, estavam com Cristo
no Monte da Transfiguração, veio uma voz do Céu, dizendo: ‘... Este é o Meu
Filho amado; a Ele ouvi’ (Luc. 9: 35). Devemos então compreender daí que esta
ordem do Pai de ‘ouvir’ a Cristo devesse ser obedecida unicamente por aqueles
três discípulos, ou, quando muito, unicamente pela raça judia, da qual faziam
parte? Isto, porém, seria tão razoável como a conclusão acerca do mandamento do
sábado.” – Francis D. Nichol, Objeções
Refutadas, pág. 23.
Como se vê, tanto no Monte Sinai, quanto no Monte da Transfiguração,
Deus está diante de pessoas judias. No Sinai, ao dar a Lei, o monte
incandesceu; na transfiguração, os três discípulos viram Jesus, Moisés e Elias
rebrilharem como o Sol. Num e noutro caso, os circunstantes eram todos judeus.
Ouça agora:
“...o simples fato de que o auditório se
compusesse de judeus, não justifica a conclusão de que a ordem só a esses se
destinasse. Basear uma objeção a um mandamento bíblico no fato de que ele tem
ligações positivas com os judeus, levar-nos-á às mais estranhas conclusões.
Toda a Bíblia foi escrita por judeus, e a maior parte se dirige especialmente
aos judeus. Todos os profetas foram judeus, e o próprio Cristo ‘... tomou a
descendência de Abraão’ (Heb. 2:16) e andou na Terra como judeu. E Ele também
declarou: ‘... a salvação vem dos judeus’ (João 4:22). Devemos então concluir
que... os profetas bíblicos, os apóstolos, o Salvador e a salvação devessem ser
limitados aos judeus?” – Idem, pág.
24.
– Evidentemente que não. Porém, se usarmos o silogismo de que o
Sábado se refere aos judeus, nós os gentios, não temos obrigação de observá-lo,
– da mesma maneira – a Bíblia é dos judeus, nada temos com ela. Como ficaremos?
Caro irmão, leia a clareza deste verso:
Marcos 2:27 – “... O Sábado foi feito por causa do homem, e não o
homem por causa do Sábado.”
Esta expressão Neo-Testamentária encerra estas verdades:
Primeira – O Sábado foi feito por causa do homem (e não do judeu), e Jesus
tem absoluta certeza nesta afirmação, porque, ao ser criado o Sábado, não
existia o judeu.
Segunda – O valor do Sábado é aqui realçado e confirmado. Sim, porque se
não existisse o homem Deus não precisaria criar o Sábado. Sendo, porém, criado
o homem, o Sábado passou a ser de vital utilidade. É Deus quem diz. Eu creio, e
você?
Isso quer dizer que o homem e o Sábado estão unidos. Intimamente
ligados. E o propósito divino é que o Sábado seja um dia deleitoso para o homem
(Isaías 58:13-14). Se Deus assim deseja, aceitemos. Este é o imperativo divino,
ouça:
Eclesiastes 12:13 – “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a
Deus e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem.”
Novamente, e com absoluta clareza é realçada a expressão homem e não judeu. Isto é evidente de
que o Sábado foi criado por Deus para o homem.
“O SÁBADO É SINAL PERPÉTUO PARA OS JUDEUS”
Esta expressão também perde sua razão, e agora alcança real
significado e responsabilidade para todos os cristãos, porque, diante do que
apresenta a Bíblia, o Sábado não é sinal para os judeus e sim para os homens, e
isso confirmado pela Bíblia, consubstanciado pelo próprio Senhor Jesus.
Portanto, meu amado, reconsidere o assunto e nunca esqueça: Deus empenhou a
palavra para dar poder a quem desejar obedecê-Lo. Sabe, irmão, o propósito
divino ao criar o Sábado e torná-lo santo, não se limitava apenas aos judeus. O
povo de Israel deveria fazer resplandecer a luz de sua religião para as nações
vizinhas. Aceitando a adoração do Deus verdadeiro, essas nações com prazer
observariam as leis divinas como Israel. Ouça:
Números 15:16 – “ A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós, como
para o estrangeiro que morará convosco.”
Isto inclui, sem dúvida, o Sábado. E a confirmação vem dos
primórdios do Velho Testamento. Observe:
Números 9:14 – “... Um mesmo estatuto haverá para vós, assim para o
estrangeiro como para o natural da terra.”
No próprio quarto mandamento do Decálogo, a observância do Sábado
atinge “... o forasteiro das tuas portas para dentro.” (Êxodo 20: 10).
Posteriormente Deus promete ao estrangeiro que O aceita como Deus verdadeiro, e
que prazerosamente observe o Sábado como o “santo dia do Senhor”, as mesmas
bênçãos prometidas a Israel: Eis a promessa:
Isaías 56: 6-7 – “E aos estrangeiros que se chegam ao Senhor, para O
servirem, e para amarem o Nome do Senhor, sendo deste modo Seus servos, sim, todos os que guardam o Sábado, não o
profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte, e
os alegrarei na Minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios
serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada casa de oração
para todos os povos.”
“MEMORIAL DA CRIAÇÃO”
O sábado é o grande memorial da criação e do poder de Deus, um
constante rememorador do Deus vivo e verdadeiro. O anseio divino ao criar o
Sábado e em ordenar que seja santificado é que Deus quer que o homem nunca
esqueça o Criador de todas as coisas. Sendo o Sábado original uma perpétua
memória de Deus, convidando o homem para imitá-Lo na observância do mesmo, não
pode o homem observar o Sábado original e esquecer-se de Deus.
“Ao lembrar-nos que dois terços dos habitantes do mundo são hoje
idólatras, e que desde a queda à idolatria, com seu séquito de males associados
e resultantes, tem sempre sido um pecado dominante, e pensarmos então que a
observância do Sábado, conforme ordenado por Deus, teria evitado tudo isso,
podemos melhor apreciar o valor da instituição do Sábado e a importância de
observá-lo.”
Por que as nações dos periseus, cananeus, heteus, jebuseus e outros,
foram desarraigadas da Terra? Eram idólatras, tinham deuses de pau e de pedra,
sacrificavam vidas humanas. E por que desceram tanto no pecado até chegarem a
este ponto? Por que o conhecimento de Deus e Sua vontade saíram-lhes de tal
maneira da mente?
Digo-lhe, meu irmão, se ao final de cada semana esses homens
observassem o Sábado, em honra ao Criador, não existiriam outros deuses, porque
no centro do mandamento sabático encontra-se a eterna verdade que aponta a Deus
como o único Criador de todas as coisas. Se o homem observasse o santo Sábado,
adoraria ao único Deus, e a idolatria não teria sido conhecida. Finalmente,
amado, na Nova Terra, onde haverá pessoas de todas as nações e raças, o Sábado
será guardado por todos e para sempre. Ouça: Isaías 66: 22-23: “Porque, como os
Céus novos, e a Terra Nova, que Hei de fazer...E será que desde uma Lua nova
até a outra, e desde um Sábado ao outro, virá toda a carne (pessoas) a adorar
perante Mim, diz o Senhor.”
“E havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no Céu, por quase meia hora.”Apoc. 8:1. Todos
os moradores do Céu vêm, com Jesus, buscar os salvos.
1 Dia profético = 1 Ano
1 Ano tem 360 dias
1 Dia tem 24 horas
Regra de três:
24H x X = 1H x 8.640H
X = 8.640H:24 = 360
Explicação: Dividindo-se 8.640 horas proféticas (1 dia profético, ou
de um ano literal) temos 360 horas comuns.
RESUMO: 1 hora (profética) = 360 horas (comuns)
½ hora (profética) = 180 horas (comuns)
Para transformar 180 horas (comuns) em dias (comuns), divide-se 180
horas por 24, resultando em 7,5 dias.
CONCLUSÃO – 1/2 hora (profética) = 7,5 dias comuns
A semana da Criação começou no domingo (1º
dia da semana) Gên. 1:5.
A semana da redenção começou no domingo (1º dia da semana)
chamado Domingo de Ramos (Mat. 21:1-11. Mar. 11: 1-11. Luc. 19:29-44. João
12:12-19).
A semana da glorificação certamente começará no domingo e durará uma semana até o trono de Deus.
No trajeto todos guardarão o Sábado. Todas as pessoas salvas, antes de entrar
no milênio, guardará um Sábado. Por isso, todo o salvo chegará diante do trono
de Deus como um Adventista do Sétimo Dia. Aleluia!
Para o Sábado perder-se no tempo, necessário seria esfacelar a
semana, porém não há a mínima prova “em favor da ruptura do ciclo semanal
através da história. Apenas afirmações vagas, imprecisas, hipotéticas”. Verdade
é que, ao tempo do dilúvio, dos patriarcas, dos profetas, e mesmo no “período
anárquico dos Juízes”, a semana tem-se mantido intacta, inviolável. É um espaço
de tempo que corre sobre sete trilhos intermináveis.
Conseqüentemente, o sábado não se perdeu na era pré-cristã, porque a
semana se manteve intacta. Em nossa época jamais se perderia. Sabe, irmão, é
humanamente impossível alguém provar que o Sábado perdeu-se no tempo; é uma
tarefa impraticável, mesmo que, para tal, se valha de todas as Enciclopédias,
museus e da ciência, sabe por quê? Porque a semana nunca perdeu sua
continuidade. Sempre teve o primeiro dia, seguido dos demais, até chegar ao
sétimo que é o Sábado, ininterruptamente, através dos séculos, até hoje.
Veja como é irrazoável a afirmação de que se perdeu a contagem dos
dias:
“Uma simples pessoa dificilmente perde a
contagem de um dia. Mais difícil é que uma família o faça. Seria possível que
um povoado, ou cidade, ou país, perdesse a contagem de um dia? Seria, pois,
absurdo admitir que o mundo, com seus bilhões de habitantes, grande parte
observando o primeiro dia da semana, perdesse a contagem do dia!” – A.B.
Christianini, Subtilezas do Erro,
pág. 147.
Lembre-se que a Bíblia diz ser Deus Onisciente. Seria então absurdo
“supor que Deus exija a observância de uma instituição – como no caso do Sábado
por mandamento – e permita que este dia se extravie através dos tempos?” –
(Idem). Não! Não é possível. Deus é exato!
“Nos tempos de Jesus, os judeus eram extremados
na guarda do Sábado. Ao serem espalhados, dispersos por todas as nações da
Terra, após a destruição de Jerusalém, levaram consigo a observância sabática.
Em tempo algum se perdeu o sétimo dia nas nações que se estabeleceram.” –
Ibidem.
Sim, amado, a semana, na era cristã, também permaneceu intacta,
imutável, pois o Sábado sempre chegou e continua a chegar ao seu final. “O
pastor Willian Jones, de Londres, com a cooperação de competentes lingüistas de
todo o mundo, elaborou um mapa da semana em 162 idiomas ou dialetos. Todos
reconheceram a mesma ordem dos dias da semana, e 102 deles denominaram o sétimo
dia de Sábado.” – Ibidem, 147-148. Eis aí, a nata da verdade! Certo?
“Abram as Enciclopédias, cronologias seculares
ou eclesiásticas, e o domingo é reconhecido como o primeiro dia da semana, logo
depois de passado o Sábado. Quer dizer que não houve extravio de dia algum.” –
Ibidem.
Fato de realce e da mais alta importância para consolidar o assunto,
é a informação exata de que “os registros astronômicos e datas que remontam a
600 a.C., concordam com o cômputo dos astrônomos de hoje, de que jamais alterou
em tempo algum o ciclo semanal.” – (Ibidem). Quem poderá contestar os
astrônomos?
Outro acontecimento que permite consideração séria, pois é claro
como a luz solar, é a disposição de todos os que guardam o domingo, o fazem
sempre depois que passa o Sábado. Isso prova que, em vindo o primeiro dia da
semana, passou o Sábado e começa nova semana, que findará novamente no sábado,
numa seqüência interminável, chova, faça Sol, no inverno, verão, etc.
Não há portanto, nenhuma plausibilidade de que o Sábado se perca,
nunca, jamais! O ciclo é ininterrupto, nada o obstrui, é uma máquina bem
azeitada pelo nosso Pai do Céu. Por isso, aqui no Brasil, nas Américas, nos
Continentes, enfim, em toda a Terra, todos vivem a semana no seu dia-a-dia.
Ricos e pobres, moços e velhos, homens e mulheres e, sempre ao final da semana,
chega o santo Sábado. Preste atenção nisto:
“O que mais se aproxima de uma prova (e é onde
os que afirmam ter o Sábado se perdido se apóiam) é a declaração de que, desde
os tempos bíblicos, o calendário sofreu várias mudanças, como se essas mudanças
fossem tão complicadas e obscuras que ninguém pudesse compreender os
acontecimentos que as acompanharam!” – Objeções
Refutadas, Francis D. Nichol, pág. 28.
Inúmeros calendários foram utilizados por civilizações diferentes. O
calendário árabe, usado pelos povos maometanos, é baseado no movimento da Lua.
Os gregos primitivos, mongóis, chineses, judeus e indianos, usavam calendários
luni-solares, com o mesmo período dos demais calendários, e os meses eram
regulados de maneira a começarem e terminarem com uma lunação. Mas, todos sem
afetar a semana. A seguir, anote o que dizem as autoridades sobre o assunto:
“Houve, de fato, mudanças no calendário.
Nenhuma delas, porém, mexeu com a ordem dos dias da semana. Não vamos
referir-nos às reformas precárias que não foram adotadas, ou apenas simbólicas,
como o calendário positivista, o da Revolução Francesa, e outros. Analisaremos
sucintamente as mudanças que alteraram o cômputo dos meses, dias e anos. O
calendário judaico vinha dos primeiros tempos bíblicos, e consignava o Sábado.
Os calendários das demais nações do Antigo Oriente, embora dessemelhantes
quanto aos meses e anos, eram contudo idênticos na divisão semanal. O
calendário romano mais antigo, que se crê fora dado por Rômulo, acrescentou
dois meses, elevando o ano civil para 365 dias. Quando Júlio César subiu ao
poder supremo de Roma, notando que o calendário vigente era deficiente, chamou
o famoso astrólogo Alexandre Sosígenes para estudar a questão. Este determinou que
se abandonasse o calendário dos nomes lunares, e se adotasse o egípcio. Foi
feita a reforma no ano 45 a.C., e a semana que vinha no calendário egípcio era
paralela à do calendário judaico, e foi mantida.
“Assim a ordem setenária dos dias da semana não
se alterou. Isso foi antes do nascimento de Cristo. Nos tempos de Jesus e dos
apóstolos, a semana na Palestina coincidia com a semana dos romanos quanto à
ordem dos dias. Também a denominação dos dias era a designação ordinal, pois os
nomes dados aos dias da semana se devem a Constantino, o mesmo que, por
decreto, legalizou a observância do primeiro dia...O calendário ficou alterado,
sem afetar a ordem dos dias semanais. É a reforma chamada Juliana.
“A outra reforma que alterou o cômputo, mas não
a semana, é denominada Gregoriana, feita por ordem do Papa Gregório XIII. Os
países latinos: Espanha, Portugal e Itália, aceitaram-na em 1.582.” – A.B.
Christianini, Subtilezas do Erro,
págs. 148-149.
“Ao ser organizado o Calendário Gregoriano,
notou o astrônomo Luiz Lílio que havia um atraso de dez dias, de acordo com os
calendários existentes. Luiz Lílio deu conselhos ao Papa Gregório XIII, e este
decidiu que o dia seguinte a 4 de outubro de 1582 se chamasse 15 de outubro. A
mesma reforma foi ordenada por Carta Patente do Rei Henrique III e a
segunda-feira, 20 de dezembro de 1592, sucedeu ao domingo 9, isto é, o dia
seguinte a 9 de dezembro devia ser 10 e passou a ser 20. Houve protestos. Os
protestantes não se conformaram com as decisões do Papa. Os ingleses concordam
em 1572. Fazem suceder ao dia 2 do mês de setembro do referido ano, o dia 14,
isto é, o dia 3 passa a ser dia 14, ficando todos os povos cristãos com um
mesmo calendário, o Gregoriano.” – Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 13.
Muito bem, o que ocorreu em outubro de 1582, nos países que fizeram
tal mudança, foi o seguinte: Apanhe lápis e papel. Imagine fazer uma folhinha e
escreva o título (que é o mês) outubro
O ano é 1582. Escreva agora, em horizontal, os dias da semana, como encontrados
em todas as folhinhas e calendários. dom.
seg. ter. qua. qui. sex. sáb.
Certo? Agora iremos transcrever, na íntegra, os numerais referentes
a estes dias da semana, tais como foram em outubro
de 1582. Então escreva debaixo da segunda-feira o número um. O número dois debaixo da terça. O três debaixo da quarta, e
quatro debaixo da quinta-feira, e agora – note bem – escreva o número quinze
debaixo da sexta-feira, e daí para frente, o número dezesseis em diante até
completarem-se os 31 dias deste mês de outubro de 1582.
Notou o que aconteceu? Houve um pulo de 4 para 15, uma alteração nos
números, mas não modificou absolutamente em nada a seqüência semanal.
Em síntese, o que simplesmente aconteceu e é tão fácil compreender,
foi que “quinta-feira, 4 de outubro, foi seguida de sexta-feira, dia 15. Daí
resultou que, embora tivessem sido removidos certos dias do mês, a ordem dos
dias da semana não se alterou. E é o ciclo da semana o que nos traz os dias de
Sábado. Ao passarem os anos, as outras nações foram gradualmente adotando o
Calendário Gregoriano no lugar do Juliano, como se chama o antigo. E cada
nação, ao fazer a mudança, empregou a mesma regra de saltar dias do mês, sem
tocar na ordem dos dias da semana.” – Francis D. Nichol, Objeções refutadas, pág. 28.
O importante a destacar é que em todas as alterações no afã de
acertar dias, minutos, horas e segundos, Nada, nada mesmo alterou o ciclo
semanal. Sim, meu irmão, quando o bom Pai Celestial afirmou no livro da gênese
do mundo:
Gênesis 8:22
“Enquanto a Terra durar, sementeira e sega, frio e calor, e verão e
inverno, e dia e noite, não cessarão.”
Deus garantiu aos “seres humanos de todas as épocas, de todas as
latitudes e longitudes do Universo”, que a semana jamais seria modificada. Deus
não a ligou a nenhum corpo celeste que pudesse alterá-la. Ela é um trilho
eterno, onde correm sete dias intermináveis e imodificáveis, enquanto “durar a
Terra”. A semana nunca foi alterada. Ouça mais isso:
“Quando se realizou o calendário, nem mesmo se
cogitou em interromper de qualquer modo o ciclo semanal. Falando na variedade
dos planos sugeridos para a correção do calendário, diz a Enciclopédia
Católica, volume IX, página 251: ‘Fizeram-se todas as propostas imagináveis; uma só idéia é que nunca se aventou, isto
é, de abandonar a semana de sete dias.” – Francis D. Nichol, Objeções Refutadas, pág. 28. Grifos
meus.
“Por que deveria ter-se perdido a contagem do
tempo? Quem o teria desejado assim? A civilização e o comércio existiram
através de todos os séculos e, não poderemos crer que os que viveram antes de
nós eram capazes, como nós, de conservar a contagem dos dias?” – Idem.
“Certo, nem toda a sabedoria e ciência se acham
limitadas ao século atual. Ademais a rigorosa conservação dos registros do
tempo é de vital necessidade no culto religioso, tanto para cristãos como para
judeus. O cristianismo e o judaísmo têm percorrido todos os séculos, desde os
tempos bíblicos. São eles provavelmente os elos que mais fortemente nos ligam
aos tempos antigos.” – Ibidem.
Pergunto-lhe irmão: “Seria possível que todos os povos cristãos,
assim como os judeus, perdessem a contagem da semana?... poderíamos então
chegar ao ponto de crer que todos os cristãos de todas as partes do mundo, e
todos os judeus dos quatro cantos da Terra perderiam a mesma quantidade de
tempo?... é fato que os judeus, que
mantiveram através dos séculos o seu próprio calendário, se encontram em exata
harmonia com os povos cristãos, no que respeita aos dias da semana.” –
Ibidem, 29, grifos meus.
Sim, amado, reafirmo com veemência: o ciclo semanal não têm nenhuma
relação com qualquer fenômeno da natureza, como o dia, o mês ou o ano. Tem a
semana sua origem em um Deus santo, que criou o mundo em seis dias e, ao
sétimo, descansou, findando-a com fecho de ouro, e tem ela cortado os milênios
e chegado até nós hoje, tal qual fê-la o nosso Criador. Não há dúvida! Negar
esta verdade é um grande desamor. As reformas do Calendário não alteraram em
nada a semana. Nem em tempo algum sofreu ela qualquer alteração. A verdade é
que sempre e eternamente surgirá, ao final de cada semana, o santo Sábado do
Senhor, como o marco eterno do fechamento do ciclo semanal.
1582 OUTUBRO 1582
DOM.
SEG. TER. QUAR.
QUIN. SEX.
SÁB.
1 2 3 4 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
“A reforma de Gregório XIII ordenava que o dia
4 de outubro, quinta-feira, fosse seguido do dia 15 de outubro, sexta-feira,
ficando, pois, inalterada a semana que já vinha de milênios, isto é, da
criação.” – Atalaia, 7/54.
“Em 1931 reuniram-se em Genebra representantes
do mundo político, comercial e religioso para a chamada ‘Conferência para a
reforma do calendário’. A mudança advogada pelos presentes viria quebrar o
ciclo semanal e fazer com que o Sábado caísse em diferentes dias da semana cada
ano. Como sempre acontece, Deus em todos os tempos teve defensores ardorosos
das verdades sagradas. Assim, onze observadores do Sábado – componentes da
delegação dos Adventistas do Sétimo Dia – protestaram e conseguiram a não reforma
do calendário. A célebre conferência foi adiada para uma ocasião oportuna. O
Espírito de Deus esteve presente e guiou Seus humildes filhos a mais um triunfo
em favor das verdades contidas nas páginas lapidares do Livro Sagrado.” –
Itanel Ferraz, Segue-Me, p. 137.
Querido irmão: Deus criou a semana de sete dias, e ao sétimo chamou
Sábado. Por que tanta indiferença a um dia que Deus criou, separou e
santificou?
Reflita nisto, amado!
Nas Regiões Polares dias e noites duram seis meses. Guarda-se o
Sábado lá? Lógico que sim! Como? Veja:
“Vendo que as Escrituras Sagradas ensinam a
observância do Sábado do pôr-do-Sol ao pôr-do-Sol, pessoas há que concluem ser
isso impossível no Extremo Norte, onde há todos os anos um período durante o
qual o Sol permanece no alto, e outro em que ele permanece oculto abaixo do
horizonte, durante as completas vinte e quatro horas do dia.
“É certo que residem ali numerosos observadores
do Sábado, os quais afirmam não ser difícil saber quando chega a hora do
pôr-do-Sol, para então iniciarem a observância do dia de repouso.
Surpreendem-se com efeito, ao saberem que haja quem isso julgue impossível.
“No período em que o Sol está oculto abaixo do
horizonte, os guardadores do Sábado no Extremo Norte observam o dia de
sexta-feira ao meio-dia até o Sábado ao meio-dia, porquanto essa hora
corresponde ao pôr-do-Sol na região ártica no inverno. Pois todos os dias,
enquanto o Sol se oculta sob o horizonte meridional, ele atinge seu zênite ao meio-dia,
visto como nessa hora tanto se levanta como se põe, abaixo do horizonte.
“Daí por diante, passa a ser visível o
pôr-do-Sol, assinalando o começo e o fim do sétimo dia. Cada dia o Sol se ergue
um pouco mais cedo e se põe um pouco mais tarde, de modo que a 21 de março
(equinócio vernal), o nascer do Sol se dá às 6 horas da manhã, pondo-se às 6
horas da tarde.
“Nos dias de verão, em que o Sol não se põe,
quando ele alcança o zênite (o ponto mais alto em seu aparente caminho circular
no Céu) os habitantes de além do círculo ártico sabem que é meio-dia. E quando
chega ao nadir (o ponto mais baixo em seu aparente caminho circular no Céu),
nos dias de verão, eles sabem que é meia-noite. Este ponto mais baixo no
aparente circuito solar de vinte e quatro horas no Céu é pelos habitantes
daquela região denominado ponto do norte. Corresponde, como dissemos, ao
pôr-do-Sol. Daí, os habitantes de além círculo ártico, observam no verão o
sétimo dia de meia-noite de sexta-feira até meia-noite de Sábado, pois o Sol está
então em seu nadir (o ‘mergulho’), que é também o ponto do pôr-do-Sol.
“Nem os observadores do domingo nem os do
Sábado têm qualquer dificuldade em saber quando começa seu dia de repouso
religioso, no Extremo Norte. Em dois períodos do ano o visível pôr-do-Sol serve
de sinal para marcar o princípio e o fim do sétimo dia para os adventistas na
região ártica. E nos dias em que o Sol não aparece acima do horizonte, o Sábado
é observado de sexta-feira, ao meio-dia, até o meio-dia do Sábado, por isso que
essa hora corresponde ao tempo do pôr-do-Sol, segundo o prova o último
pôr-do-Sol visível ocorrido no princípio do período, e o primeiro pôr-do-Sol
visível ocorrido no final do período. Mas durante o tempo em que o Sol está no
Céu continuamente, o Sábado é observado de sexta-feira à meia-noite, até
meia-noite do Sábado, porque o Sol está em seu nadir nesse momento do dia, como
o provam o último pôr-do-Sol visível no princípio do período, e o primeiro
visível pôr-do-Sol ocorrido no final do período.” R.L. Odom, The
Lord’s Day On a Round World, págs. 121, 122, 138,
140, 141, 143, 144. Citado em Consultoria
Doutrinária, pág. 154.
“E mesmo na terra do ‘Sol da meia-noite’,
pergunte-se a um explorador dos pólos e ele achará ridícula a idéia de não ter
ali noção do dia, seu começo e fim. Os exploradores árticos mantêm a exata
contagem dos dias e semanas em seus diários, relatando o que fizeram em
determinados dias. Eles dizem que naquela estranha e quase desabitada terra, é
possível notar a passagem dos dias durante os meses em que o Sol está acima do
horizonte, pelas posições variáveis do Sol, e durante os meses em que o Sol
está abaixo do horizonte, pelo vestígio perceptível do crepúsculo vespertino. E
se um sabatista se encontrasse lá no pólo, e tivesse algum receio de perder a
contagem das semanas, bastar-lhe-ia dirigir-se, por exemplo, a uma missão
evangélica entre os esquimós, e lá obteria a informação do que deseja, pois os
missionários sem dúvida saberiam quando é domingo para nele realizarem sua
Escola Dominical... Certamente que eles não perderiam o ciclo semanal.” –
Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do
Erro, pág. 177-178.
(Josué 10: 12-14).
Com Deus não tem impossível. Parar qualquer dia! Deslocar o
Universo! Deter a órbita do Sol ou da Lua! Retroceder raios solares, é tarefa
fácil.
Os cananeus adoravam o deus Sol (Baal) e a deusa Lua (Astoret).
Portanto, ao ordenar Josué que o Sol e a Lua parassem, demonstrava ele a
impotência daqueles deuses pagãos diante do Deus de Israel. Por isso Josué não
disse: “Pare, Terra!”.
Deus operou o milagre alongando suficientemente o dia para que Seu
povo destruísse completamente o inimigo. Ainda naquele longo dia, conquistaram
a cidade de Maquedá (Josué 10:28). Mas o dia continuava sendo quarta-feira. O
dia posterior foi quinta e, assim, sucessivamente, até hoje, século XXI. Por
conseguinte, o Sábado não se perdeu, porque a semana se manteve intacta.
Josué usou a linguagem popular de seus dias ao adentrar assuntos
científicos. Na verdade, o dia não é resultado de que o Sol se mova no Céu, e
sim que a Terra gire sobre seu eixo imaginário, uma rotação completa de 360
graus.
Meu irmão, leia na página 114, deste livro, o que os doutos
cientistas, com propriedade, informam a respeito deste maravilhoso Universo de
Deus.
Leu? É tudo verdade! Verdade não se discute. Aceita-se e pronto!
Mas, também é verdade inquestionável que Deus pode intervir nas leis
naturais e deter a rotação da Terra, quando desejar, sem que haja efeitos
desastrosos para o planeta, para o Sistema Solar e mesmo para o Universo.
Nunca esqueça, amado, este famoso dia estendeu-se por mais tempo que
o normal, porém, continuou sendo quarta-feira, em nada alterando o ciclo
semanal.
O Sábado é o Dia do Senhor! Deus sabe como cuidar dele para nós.
Certa feita disse um cristão que “o Sábado não pode ser guardado num
mundo esférico, pois quem viaja ao redor da Terra, ou perde ou ganha um dia.”
Outro foi mais além e garantiu: “Quando são seis horas da manhã no
Sábado aqui no Rio de Janeiro, no Japão são seis horas da tarde; isto significa
que, quando os adventistas aqui se levantam para guardá-lo, já os seus irmãos
japoneses o acabaram de guardar...”
Por este prisma ilusório, acha-se que se pode transgredir o
mandamento do Senhor e tudo fica bem. É impressionante como se modificam as
coisas de Deus. Como se trata levianamente com o Criador. Disse, em síntese,
este irmão: “O Sábado não pode ser
guardado em um mundo esférico”. Alto lá! Cuidado, você está querendo ser
maior que o Rei. Você quer suplantar Quem fez o mundo esférico!
O que se nota é que tudo que exija algum sacrifício em matéria de
religião, o mais fácil é transigir, transgredir, modificar, contornar e
aplicar-se às conveniências particulares. Isso, porém, não é correto e, sem
dúvida, impede os milagres.
Muitos cristãos hoje estão tomando uma posição perigosa, vivendo
suas idéias sem confrontá-las com o seguro “Assim diz o Senhor” das Escrituras.
Estão, sem o saber, tentando tomar o lugar de Deus. Observe: Deus criou o
Sábado para o homem (Mar. 2:27). Deus também criou a Terra. E, ao criá-la,
fê-la sabendo que, sendo esférica, seria manhã
aqui no Rio de Janeiro, quando fosse tarde no Japão, e no entanto determinou:
“LEMBRA-TE DO SÁBADO PARA O SANTIFICAR” (Êxo. 20:8-11). Disse estas palavras
para o japonês como para o brasileiro, sem distinção.
E agora pergunto: Qual o problema deste fuso horário? Por acaso o
Sábado não chega lá no Japão como aqui no Brasil? Também a semana no Japão não
é de sete dias e o dia de 24 horas? Como pode o homem dizer que o Sábado não
pode ser guardado em razão do fuso horário? Precisamos ter mais reverência para
com Deus; afinal, Ele é o Criador, e quem é o homem para questionar Sua ordem,
não é? Não se deve arranjar desculpas para solapar um mandamento divino, porque
quem o quiser, até para o adultério encontrará justificativa.
“Somente uma pessoa santa pode observar um dia santo. Somente alguém
que é totalmente voltado para Deus pode guardar um dia santo.”
Certamente quando aquele irmão afirmou ser impossível guardar o
Sábado, em virtude de perder ou ganhar um dia face ao fuso esférico, não pensou
ele num simples – tão simples – fato. Preste atenção, e veja se você concorda
com isto. Façamos de conta que dois irmãos gêmeos estão prontos para efetuar um
cruzeiro marítimo. Respectivamente com seus navios irão: Um para leste e outro
para oeste, e assim circundarão a Terra continuamente em direção oposta. Depois
de muito tempo de viagem, um estará tão velho que poderá ser pai do outro! E o
pai de ambos, ficando aqui no Rio de Janeiro, deverá ter rejuvenescido, em
contraste com um dos filhos. Afora, evidente, o grande espanto dos parentes e
amigos.
Esta é a conclusão lógica a que se chega. Mas isso é um pensamento
pueril, utópico que jamais ocorrerá, “porque a questão não é de ganho ou perda
de tempo, mas de cômputo. São as revoluções da terra que assinalam os dias, e
não o número de vezes que se viaja ao redor dela!!!” – Subtilezas do Erro, pág.
155, A.B. Christianini. Essa perda ou ganho é apenas aparente, e nunca real!
Ouça com carinho: “A qualquer país que cheguemos em nossas viagens,
encontramos todas as pessoas ali: cientistas, leigos, judeus, cristãos e ateus
de perfeito acordo quanto aos dias da semana... Perguntai-lhes, individual ou
coletivamente, quando chega o sétimo dia da semana, e todos darão a mesma
resposta. Não importa se alguém está no Pólo ou no Equador, nem se viaja por
mar ou por terra, nem se dirige para o Oriente ou para o Ocidente; o dia é certo espaço de tempo absolutamente
fixo em qualquer parte da superfície da Terra.” – Objeções Refutadas, F.D.
Nichol, pág. 31 – grifos meus.
Sim, irmão, o que a Bíblia ensina, e isso claramente, é que o dia de
Sábado deve ser guardado de um pôr-do-Sol a outro pôr-do-Sol (Lev. 23:32). Não
importa se aqui no Brasil ele comece hoje às dezoito horas e amanhã no Japão
pela manhã. Nós temos que guardar o Sábado quando este chegar, mesmo que os
nossos irmãos do outro lado do mundo já o tenham feito ou farão horas antes ou
depois. Não importa. O essencial é que o Sábado sempre chega ao final de cada
semana, e que você o deve guardar, pois é tempo separado por Deus para provar
quem O obedece ou não. Disse Deus: “Lembra-te...” Você está esquecendo?
“O mandamento do Sábado nada diz acerca de
ocorrer a guarda do dia de repouso no mesmo espaço de tempo em todos os lugares
da Terra. Simplesmente ordena guardar o ‘sétimo dia’. E este sétimo dia acaso
não chega em todas as partes da Terra? Sim!”. (Ibidem).
Elementar! Chegou o Sábado, observemo-lo!
O sétimo dia foi o único da semana que recebeu nome por parte do
Criador. Deus o denominou de: O SÁBADO, e ele chega sempre ao findar a semana,
aqui no Rio de Janeiro, como em Hong Kong, na Indonésia, ou na Índia, “pois os
ciclos semanais se mantiveram intactos tanto num lugar como noutro.” –
(Ibidem).
Finalmente irmão, convido-o a presenciar algo extraordinariamente
belo e fascinante, que fala profundamente ao coração. Sexta-feira que vem,
procure saber, mesmo que por curiosidade, quando o Sol se põe. Pergunte nas
emissoras de rádio, no serviço meteorológico ou leia em qualquer jornal. De
posse desta informação, procure estar a esta hora próximo a alguma vegetação:
árvores, plantas, etc... Você verá maravilhado um grande milagre que, até
então, possivelmente, lhe passou despercebido.
Você ouvirá o cantar de milhares de animaizinhos, aves, grilos,
gafanhotos e centenas de outros insetos fazendo trinar suas vozes, louvando a
Deus, o Criador, ao surgir um novo dia, exatamente ao pôr-do-Sol, como assegura
a Bíblia Sagrada.
Você ficará extasiado e comovido. Verá como são fiéis as
criaturinhas de Deus, que sequer serão salvas. Você comprovará como são
obedientes e pontuais, pois exatamente àquela hora por alguns minutos toda a
criação irracional louva em uníssono ao Seu Criador, enquanto o homem, obra
prima da criação, pouco menor que os anjos, cheio de glória e honra,
inteligente, auto-suficiente, alvo do grande amor divino, e de eterno
sacrifício, deixou de lado as Escrituras Sagradas para aceitar a tradição
humana – espera um novo dia, à meia-noite.
Sim, irmão, estes animaizinhos, que nunca foram à escola, não sabem
ler nem possuem relógio e, no entanto, exatamente à hora do pôr-do-Sol, se unem
aos ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA, formando um coro magistral para louvar a Deus, o
Criador, e receber o santo Sábado.
Meu irmão, o apóstolo Paulo, como que antevendo a disposição do
homem em modificar a vontade divina, escreveu acertadamente:
Romanos 1:20
“Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o
Seu eterno poder, como Sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas
coisas que são criadas, para que eles fiquem inescusáveis.”
A própria criação irracional de Deus testificará contra os
desobedientes.
Desafio-lhe irmão, seja você de qualquer credo religioso, a que faça
esta experiência no pôr-do-Sol da próxima sexta-feira, e se tal não acontecer,
procure-me e cobre de mim o que quiser. Faça este teste para você comprovar de
uma vez para sempre que, se os próprios animaizinhos irracionais não perdem a
contagem do dia, como poderá o homem perder? Como recusar sua chegada aqui ou
no Japão? Como?
“Quão simples pois, é o mandamento de Deus para
se guardar o ‘sétimo dia’! As objeções contra a observância do Sábado provêm,
não de viajar longe pela terra afora, mas sim, de se afastar para longe de Deus.” – Objeções
Refutadas, F.D. Nichol, pág. 31. Grifos meus.
“O Sábado pode ser considerado a bandeira de
Deus. Ele a hasteou sobre a Terra como símbolo de Sua soberania, como sinal de Seu
governo. Para Seu povo, o Sábado é a insígnia da cidadania em Seu reino.” –
Lição nº 9 da Escola Sabatina, pág. 122 – Set/1984.
O Sábado era conhecido e observado pelos hebreus antes do Sinai. O
Sábado foi instituído no Éden, como memorial. No Egito, perderam-no de vista,
como também negligenciaram outros aspectos da Verdade e do culto a Deus. Daí
que, o propósito divino, em suas vagueações pelo deserto, era também
reeducá-los nas verdades negligenciadas e esquecidas.
EU GUARDO O SÁBADO PORQUE:
• Deus o criou, abençoou e santificou – (Gên. 2:2-3).
• Jesus nele descansou – (Luc. 4:16).
• As discípulas o guardaram – (Luc. 23:54-56).
• A mãe de Jesus o observou – (Luc. 23:56).
• É sinal entre Deus e Seus filhos – (Eze. 20:20).
• É o Dia do Senhor – (Êxo. 20:8-11; Mar. 2:28).
Muitos irmãos que não admitem a diversidade de leis na Bíblia,
afirmam que o Sábado é cerimonial. Valem-se de certas passagens isoladas e
deslocadas das Escrituras, para garantirem que o Sábado está nulo hoje. Mas,
que diz a Bíblia?
O Santo Livro faz referência clara e insofismável a dois Sábados. A saber: o sábado
cerimonial e o Sábado moral. Trocado em miúdo: Um de Deus e outro do homem. Um
abolido, outro em vigor. Um é o Sábado do sétimo dia da semana. O outro ocorria
em datas fixas do ano, como se fora um feriado nacional. Era apelidado de
Sábado porque ao chegar revestia-se de toda a solenidade do santo Sábado do
Senhor. Eram os “FESTIVAIS” sabáticos (Isaías 1:13; Oséias 2:11).
SÁBADOS MORAIS
Consideremos, em primeiro lugar, o Sábado do sétimo dia da semana,
pois é o dia de guarda estabelecido por Deus, após a criação do mundo.
Santificado, separado e abençoado. É ele encontrado na Bíblia em vários
lugares, dos quais destacamos: Êxo. 20:8-11; 23:12; 31:15; 35:2; Mar. 2:28;
Mat. 24:20; Apoc. 1:10 (João o denominava “O Dia do Senhor”, etc).
É O ÚNICO DIA ABENÇOADO E SANTIFICADO POR DEUS
“E abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou...” Gên. 2:3. (Mais:
Êxo. 20:11; 31:14; 35:2; Deut. 5:12; Jer. 17:22,27; Eze. 20:20, etc.).
É TAMBÉM UM SINAL ENTRE DEUS E SEUS FILHOS
“E santificai os Meus sábados, e servirão de sinal entre Mim e
vós...” Eze. 20:20. (Mais: Êxo. 31:13, 17; Eze. 20:12; Apoc. 7:2 e 3; 9:4,
etc...).
DEUS OS CHAMA DE “OS MEUS SÁBADOS”
“Guardareis os Meus Sábados...” Lev. 19:30. (Mais: Lev. 19:3; Êxo.
31: 13; Lev. 26:2; Isa. 56:4; Eze. 20:12, 13, 16; 20:21, 24; 22:8,26; 23:38;
44:24, etc...).
SÃO TAMBÉM CLASSIFICADOS DE SÁBADOS DO SENHOR
“...Amanhã é repouso, o santo Sábado do Senhor...” Êxo. 16:23.
(Mais: Êxo 16:25; 20:10,11; 31:15; Lev. 23:38; Deut. 5:14; Nee. 9:14, etc...).
Prezado irmão, por estas passagens bíblicas, não há dúvidas de que o
Sábado do sétimo dia da semana é o quarto mandamento da santa, justa e boa Lei
de Deus (Rom. 7:12). E este Sábado foi abonado da seguinte maneira, por Seu
Criador, o Senhor Jesus: “E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno
NEM NO SÁBADO” (Mat. 24:20). E arremata categoricamente: “...assim o Filho do
Homem, até do SÁBADO É SENHOR.” (Mar. 2: 28).
Eis portanto diante de você o santo Sábado do Senhor. O selo da
criação, que revela e aponta Deus como o verdadeiro e único Criador de todas as
coisas. Por conseguinte, este mandamento é parte integrante da Lei Moral, e
classificado por Deus como: “DIA SANTIFICADO”, “MEU SÁBADO” e “SÁBADO DO
SENHOR.”
SÁBADOS CERIMONIAIS
O tratamento que Deus dá a estes sábados é bem diferente. Apelo ao
Espírito Santo para que o irmão alcance esta diferença e a faça valer.
DEUS OS CHAMA DE “OS VOSSOS SÁBADOS”
“...duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.” (Lev.
23:32).
TAMBÉM CLASSIFICA O SENHOR DE “OS SEUS SÁBADOS”
“E farei cessar... as suas luas-novas, e os seus sábados...” Oséias
2:11.
(Mais as passagens: Lev. 16:29-31; 23:5-8, 15-16, 24, 37, 39; 26:34,
35, 43; Lam. 1:7; (2:6); Isaías 1:13 e 14, etc...).
Esses sábados cerimoniais eram em número de sete. Eles tinham uma
finalidade: “Eram sombras das coisas futuras” (Heb. 10:1). Aconteciam durante o
transcorrer do ano judaico. Eram datas fixas em dias móveis; data fixa quer
dizer um dia de determinado mês. Dia móvel indica que esse dia podia cair numa
segunda-feira, quarta, sexta, etc. Quando o sábado cerimonial caia no Sábado do
sétimo dia, este era considerado “Sábado grande”. João 19:31.
Exemplo: 15 de Novembro é feriado nacional, mas ele não cai todos os
anos no mesmo dia da semana. Há ocasiões em que ocorre na segunda, quinta,
domingo e até mesmo no Sábado.
Veja, então, a data é fixa: 15 de Novembro. Mas o dia é móvel: pode
cair em qualquer dia da semana, e quando acontece, é feriado. Eram feriados
fixos. Esses festivais sabáticos estão em Levítico capítulo 23 e eram os
seguintes:
1º Sábado – PÁSCOA 15º dia do
primeiro mês.
2º Sábado – FESTA DOS PÃES
ASMOS: 21º dia do primeiro mês.
3º Sábado – FESTA DAS PRIMÍCIAS (PENTECOSTES) – 6º dia do terceiro mês.
4º Sábado – MEMÓRIA DA JUBILAÇÃO (FESTA DAS TROMBETAS):
1º dia do 7º mês.
5º Sábado
– DIA DA EXPIAÇÃO
(YOMKUPUR-GRANDE YOMA): 10º dia do 7º mês
6º Sábado
– 1º dia da FESTA DOS
TABERNÁCULOS: 15º dia do sétimo mês.
7º Sábado
– último dia da FESTA DOS
TABERNÁCULOS – 22º dia do 7º mês.
Esses dias eram chamados sábados, porque, ao chegarem, imprimiam na
mente dos israelitas a mesma santidade do Sábado semanal. Como vê, irmão, nesse
exaustivo consultar da Bíblia, denota-se que há uma diferença entre o Sábado de
Deus (semanal) e o Sábado do homem (cerimonial).
Efetivamente, há um abismo entre os dois. O Sábado semanal Deus
chama de “MEU SÁBADO” e “SANTO SÁBADO”, e o sábado cerimonial classifica-o de
“SEU SÁBADO” e “VOSSO SÁBADO”. O Sábado do homem está sempre ligado com
cerimônias, abluções, ofertas, manjares, e ordenanças, ao passo que o de Deus
está ligado com ações morais.
Se alguém ainda duvida, tome a Bíblia novamente e vamos ler
pausadamente: “ALÉM DOS SÁBADOS DO SENHOR...” (Lev. 23:38). Veja a clareza da
expressão divina: “ALÉM... dos Sábados do Senhor.” Denota-se seguramente a
existência de outros sábados. (Efetivamente, os sábados cerimoniais).
Sabe irmão, o Sábado semanal foi instituído na criação, e nele Deus
descansou. O Sábado cerimonial foi instituído no Sinai, e nele Deus não
descansou. O Sábado do sétimo dia era guardado 52 vezes ao ano (uma vez por
semana); o cerimonial o era 7 vezes ao ano. O Sábado do sétimo dia foi criado
antes da queda do homem; o cerimonial, após a entrada do pecado. O Sábado do
sétimo dia da semana foi criado “no ambiente da original perfectibilidade
edênica, em que o homem, sem a jaça do pecado, privava com o seu Pai
Celestial.” – Subtilezas do Erro, pág. 136, A.B. Christianini. Por isso ele é
exclusivamente moral.
“O Sábado parece ter sido ordenado aos nossos
pais logo que foram criados; e juntamente com a instituição do casamento
constituem as únicas relíquias que nos restam da vida sem pecado no paraíso. O
mandamento de santificá-lo foi incluído entre os Dez Mandamentos, a lei moral,
QUE É DE OBRIGAÇÃO PERPÉTUA.” – Comentário
do Evangelho de São Mateus, Vol. 1, pág. 344, de John A. Broadus (teólogo
Batista) – grifos meus.
“O Sábado é de OBRIGAÇÃO PERPÉTUA... A sua
instituição antedata o Decálogo e forma parte da Lei Moral.” – Teologia Sistemática, pág. 408, de A.H.
Strong (teólogo Batista) – grifos meus.
Bem irmão, como o Sábado do Decálogo não é cerimonial, pelo que foi
apresentado neste estudo, e alicerçado nestas duas declarações, reasseguro-lhe:
Ele não foi abolido, e agora ficará fácil entender as passagens de Isaías 1:13;
Oséias 2:11; Colossenses 2:16; Romanos 14:5 e Gálatas 4:10, etc., não é?
RESUMO
|
SÁBADO SEMANAL
|
SÁBADO CERIMONIAL
|
|
1. Instituído
na criação.
2. Deus
descansou.
3. Deus mesmo anunciou e escreveu com seu
dedo (Êxo. 32:15 e 16)
4. Guardado
cada semana (Êxo. 20:8).
5. O quarto mandamento não encerra sábados
anuais (Êxo. 20:8).
6. É um sinal eterno (Êxo. 31:16 e 17).
7. Não foi abolido (Atos 15:21; 17:1 e 18:4;
Mat. 24:20; Luc. 23:56).
8. Deus o
chama de MEU Sábado (Eze. 20:20; Lev. 19:30).
|
1. Instituído
no Sinai.
2. Deus não
descansou.
3. Deus não procedeu do mesmo modo (Deut. 31:24-26).
4. Guardado
uma vez por ano.
5. Sábado anual não abrange Sábados do
Senhor (Lev. 23:37 e 38).
6. Devia
cessar (Oséias 2:11).
7. Acabou-se
na cruz (Efés. 2:14 e 15; 15; Col. 2:14-17).
8. Deus o
chama SEU Sábado (Oséias 2:11; Isaías 1:13).
|
Os livros que acusam e combatem os Adventistas do Sétimo Dia são
unânimes em afirmar que NOVE mandamentos do Decálogo são repetidos no Novo
Testamento, menos o do SÁBADO. Será verdade? Comprove! Leia à pág. 32.
Existem, no Novo Testamento, nada menos que 59 passagens que nomeiam o Sábado do sétimo dia da semana, e apenas
uma que se refere ao sábado
cerimonial. É, por conseguinte, uma diferença formidável, em favor dos que
crêem e amam a Lei Moral dos Dez Mandamentos, além do que, deixam em “maus
lençóis” os tais escritores.
Vamos consultar a Bíblia para comprovar! Destacaremos 53 passagens,
pois as outras 5 são repetidas em um mesmo verso, e a última é uma comparação
(Atos 1:12).
JESUS REVELOU SER O SÁBADO O DIA DO SENHOR.
• Mat. 12:8; Mar. 2:27 e 28; Luc. 6:5.
JESUS, OS DISCÍPULOS E OS APÓSTOLOS FAZIAM
TRABALHO MISSIONÁRIO NO SÁBADO.
• Mat. 12:1; Mar. 2:23 e 24; Luc. 6:1 e 2; 14:1; João
5:9; Atos 16:13.
JESUS DEDICAVA O SÁBADO PARA OBRA DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL.
• Mat. 12:2, 10-12; Mar. 3:2,4; Luc. 6:7-9; 13:14-16;
14:3-5; João 9:14.
JESUS FEZ DO SÁBADO UM DIA ESPECIAL DE
CULTO, DANDO EXEMPLO, INDO À IGREJA.
• Mar. 1:21; 6:2; Luc. 4:16,31; 6:6; 13:10
JESUS REPREENDEU SEVERAMENTE A MANEIRA
FARISAICA DE GUARDAR O SÁBADO.
•Mat. 12:5
OS DISCÍPULOS E OS APÓSTOLOS OBSERVARAM O
SÁBADO.
• Mat. 28:1; Mar. 15:42; 16:1; Luc. 23:54, 56; Atos
13:14, 27, 42, 44; 15:21; 17:2; 18:1-4.
JESUS RECONHECEU QUE O ZELO SEM ENTENDIMENTO
DOS FARISEUS TIROU A ALEGRIA DO SÁBADO.
• João 5:10, 16, 18; 7:22 e 23; 9:16; 19:31.
JESUS TINHA GRANDE PREOCUPAÇÃO; TEMIA QUE
SEUS DISCÍPULOS TRANSGREDISSEM O SÁBADO.
• Mat. 24:20.
A única passagem referente
ao Sábado cerimonial no Novo Testamento está em Colossenses 2:16, e é um rebate
decisivo do apóstolo Paulo aos judaizantes que queriam impor sua perniciosa
doutrina entre os cristãos. E Paulo estabelece cristalinamente que este sábado
é cerimonial puro, ao dizer, no verso 17, que é “sombra” dos bens futuros.
SITUAÇÃO BÍBLICA NO NOVO TESTAMENTO
Sábado do Sétimo Dia da Semana – 59 Referências
Sábado Cerimonial, abolido
– 1 Referência
Domingo (nome não bíblico)
– 0 Referência
Primeiro Dia da Semana
– 8 Referências
Até pela lógica, é inegável que o santo Sábado não pode ser
cancelado.
“A violação do mandamento sabático não é tanto
um pecado como tal, mas um sintoma que revela uma atitude que toca todos os
mandamentos. A quebra do Sábado em sua natureza essencial é uma rejeição de
Deus, uma espécie de rebelião. Não é como matar ou roubar ou cometer adultério.
Ela revela um estado interior de desobediência; e desobediência é a essência de
todo o pecado.” – M. L. Andreasen, The
Sabbath, págs. 76 e 77.
Observe esta simples estatística:
1º – Mandamento – 7 Palavras
2º – Mandamento – 76 Palavras
3º – Mandamento – 25 Palavras
4º – Mandamento – 98 Palavras
5º – Mandamento – 24 Palavras
6º – Mandamento – 2 Palavras
7º – Mandamento – 2 Palavras
8º – Mandamento – 2 Palavras
9º – Mandamento – 8 Palavras
10º – Mandamento – 36 Palavras
CONSIDERE:
• O número de vocábulos não tira o valor implícito do mandamento;
daí que duas ou mais palavras inseridas nele têm o mesmo valor real e vital,
porém, denota-se que, se o número de palavras em algum mandamento é maior,
caracteriza então que foi maior a preocupação de Deus ao redigi-lo. Por isso é
de se estranhar que Deus, um dia, tivesse planos de tornar o Sábado nulo.
• O quarto mandamento contém mais palavras que sete mandamentos
juntos e, diferentemente dos demais, começa com o vocábulo: “Lembra-te”. Deus
previu a falácia humana, razão porque preocupou-Se com as minúcias neste
mandamento, para que o homem não o olvidasse jamais. Nele, Deus Se revela como
o Criador do Universo.
• O inquestionável é que a Lei Moral não tem mandamento demais, não
tem de menos, não tem mandamento que se mudaria com este ou aquele evento, com
esta ou aquela ressurreição pois, se assim fosse, Deus Se sujeitaria ao tempo e
a ocasiões, não tendo firme Sua palavra, e a Bíblia diz que o caráter Deus não
muda (Mal. 3:6). O que faz é perfeito e dura para sempre, pois é um Deus Santo,
que não Se confunde, que sabe o que é certo, e o que é melhor e necessário para
o homem.
• Jesus disse que não veio abolir nem ab-rogar a Lei Moral (Mat.
5:18). E como Seu digno autor, proíbe que se lhe retire sequer um “til”
(minúsculo sinal gráfico). O homem subestima Sua ordem e arranca dela 98
palavras. Como pode?
Encontra-se no livro Dez
Passos Para Uma Vida Melhor, segunda edição, do Pastor Fanini, à página 71,
este surpreendente comentário. Pergunta ele:
– “Quantas espécies de furto há?” Depois ele mesmo responde:
– “1. Há os que furtam a Deus. Roubam o dia do Senhor: (e
acrescenta):
‘Lembra-te do dia de Sábado para o santificar.’”
Este brilhante e famoso Pastor, Presidente Mundial da Igreja
Batista, define bem a posição humana em contraste com a sabedoria de Deus que
aglutinou neste mandamento 98 palavras escritas pelo Seu próprio dedo, para que
se tornasse, como de fato é, uma vertente de bênçãos ao que “fiel obedece”.
Lamentável é que, ainda assim, os cristãos têm-no “roubado” de Deus,
transgredindo-o. Jesus codificou de “condutores cegos” Mat. 15:14, a alguns de
seu tempo. Lembre-se disso. Meu amado, ore e decida-se pela Verdade, por favor!
“Lembra-te do dia de Sábado para o santificar. Seis dias
trabalharás, e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o Sábado do Senhor Teu
Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu
servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro
das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os Céus e a Terra, o mar e
tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia
do Sábado e o santificou.” Êxodo 20: 8-11.
• Como acontece em todos os tribunais, a lei para ser exercida,
mantida e cumprida, precisa ter à sua retaguarda o legislador. Na Lei Moral (os
Dez Mandamentos), o quarto mandamento revela Deus como o grande legislador da
Lei, o Criador de todo o Universo. O cancelamento deste mandamento pela mudança
do dia de repouso fatalmente tiraria o nome de Deus como legislador da lei, e
conseqüentemente perderia seu valor, pois “lei
sem legislador, nada vale”.
• Cristo fez do sétimo dia da semana, ao estabelecê-lo como dia de
repouso, o memorial de Seu poder criador. Fosse mesmo verdade que Cristo aboliu
ou transferiu o dia de repouso, forçoso é crer que Cristo não estaria mais
interessado em ser reconhecido “como Criador perante os habitantes da Terra”,
bem como daria razão aos ateus que dizem que “Deus não existe e que a Terra não
foi criada por ninguém, mas surgiu por si só, mediante um processo evolutivo,
bem como é dado aos homens o direito de posse definitiva e permanente do
Planeta, e Ele, como legítimo Criador, nada mais seria aqui e jamais viria,
como prometeu, para solucionar os problemas da civilização e estabelecer Seu
reino.”
• “Aquilo que é estabelecido como memorial de
um certo acontecimento não pode ser empregado como memorial de outro
acontecimento oposto. Assim, o repouso semanal original, estabelecido por
Cristo como comemorativo de um ato Seu – a criação do mundo – jamais seria por
Ele transferido para outro dia da semana, e muito menos para comemorar um outro
ato Seu – a Sua ressurreição.”
JESUS CRISTO É O SENHOR DO SÁBADO – Marcos 2:27-28
Portanto, qualquer mudança na observância do quarto mandamento só
poderá ser feita por Ele. Entretanto, ouça o que disse Ele:
Mateus 5:17-18 – “...até que o Céu e a Terra passem, nem um jota ou
um til se omitirá da lei...”
Estas duas testemunhas (Céu e Terra), enquanto existirem, estarão
clamando contra aqueles que deliberadamente rejeitam reconhecer a eternidade da
Lei Moral de Deus e a sacrossantidade do Sábado.
Jesus é o “Caminho, a Verdade e a Vida” (João 14:6).
Jesus é o único exemplo, “para que sigais Suas pisadas” (I Pedro
2:21).
O cristão deve andar “como Jesus andou” (I João 2:6).
“Vós sereis Meus amigos, se fizerdes o que vos mando” (João 15:14).
O QUE JESUS MANDOU: “Examinai as Escrituras...” (João 5:39)
• Que a lei não foi abolida (Mat. 5:17 e 18)
O QUE JESUS ENSINOU • Não violar o Sábado (Mat. 24:20)
• Freqüentar a igreja aos Sábados (Luc. 4:16).
JESUS NÃO TINHA PECADO! Porque então batizou-Se?
DEUS NÃO SE CANSA! Porque então descansou?
Resposta: Para nosso exemplo.
CONSIDERANDO QUE:
• Jesus instituiu o Sábado (Êxo. 20:8-11).
• Por preceito e exemplo, Jesus reverenciou o Sábado na Terra (Luc.
4:16).
• Jesus denominou-se “Senhor do Sábado” (Mar. 2:28).
• “Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Heb. 13:8).
PERGUNTA: Que dia Jesus guardaria Se estivesse hoje entre nós?
OBSERVAÇÃO: Deus permite você escolher onde morar, onde trabalhar e
o que vestir, mas o dia de guarda, Ele determina para você: o Sábado.
Um pastor pentecostal “apertava” tanto os fiéis para o “pagamento”
do dízimo com palavras até ofensivas, que alguns membros exigiram uma reunião
para tratar do assunto. Nesta, um dos presbíteros desabafou:
“ – Pastor, como o Sr. sabe, o dízimo não é mandamento. Se o Sr.
continuar exigindo-o dessa forma, temos então que guardar o Sábado porque, este
sim, é mandamento.” (Palavras textuais dele, a mim).
A Igreja Batista de Jerusalém constitui-se num fato singular e
motivo de surpresa para os turistas Batistas. É que, desde 1949, ela realiza
seus cultos no Sábado de manhã. Os milhares de Batistas que a visitam a cada
ano inquirem sobre tal acontecimento, e a resposta textual de Robert Lindsay,
pastor local, é:
– “Respondo que nós aqui oramos no mesmo dia em que Jesus costumava
fazê-lo.” – R.A., Março/84.
– Efetivamente, esta atitude está de acordo com Lucas 4:16.
– Queira Deus que essa disposição da Igreja Batista de Jerusalém
seja a porta aberta para o entendimento final de todos que o Sábado é o Dia do
Senhor.
Em Outubro/ 96, uma comitiva de Pastores da ARJ foi à Terra Santa.
No dia 14/10/96, o Pastor Euzélio, integrante da caravana, esteve em Jerusalém
levando um livro Assim Diz O Senhor
com a orientação de mostrar ao Pastor Robert Lindsay esta página 174. O Pastor
Lindsay faleceu um ano antes, porém, seu substituto leu, disse que “o Sábado é
um dia especial para o crente, e é o dia de guarda bíblico”, e que a Igreja
Batista ainda tem os cultos aos Sábados. Para minha alegria ele escreveu na
contra capa deste exemplar do livro Assim
Diz O Senhor, o seguinte:
Tradução: “Para meu irmão Lourenço Gonzalez, eu envio meu amor
cristão e te abraço com meu afeto. Continue com a Graça do Senhor Jesus
(Yeshua) te abençoando. Paz de Jerusalém. Charles Kopp – 14-10-1996” –
Pastor.
“O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do
Sábado.” Marcos 2:27
Esse texto bíblico tem sido utilizado por pessoas sinceras para pregar
que, sendo o Sábado criado por causa do homem, este nada tem com ele, está
abolido, cancelado, nulo, etc. Você vai observar que este pensamento, conquanto
sincero, está longe do que Deus tinha em mente ao criar o Sábado. Medite nisto:
• A Bíblia foi feita por causa do homem, e não o homem por causa da
Bíblia.
• A Santa Ceia foi feita por causa do homem, e não o homem por causa
da Santa Ceia.
• A oração foi feita por causa do homem, e não o homem por causa da
oração.
• A Igreja foi feita por causa do homem, e não o homem por causa da
Igreja.
• A salvação foi feita por causa do homem, e não o homem por causa
da salvação.
Então, a Bíblia perdeu o valor e está cancelada? A Santa Ceia foi
abolida? A oração caducou? A Igreja é dispensável? A salvação é utopia? Não. E
não! O Sábado tem que ser guardado, assim como você lê a Bíblia, toma a Santa
Ceia, ora, vai à igreja e é salvo. (A mulher também foi feita por causa do
homem – I Cor. 11:9. Não foi bom?!) Deus sempre está certo! Gênesis 2:18.
O VALOR DO SÁBADO
Uma dona de casa acorda pela manhã, arruma a cama, varre a casa,
prepara o desjejum, “põe a mesa, tira a mesa”, lava pratos, faz a marmita do
marido, “despacha” o marido, lava roupa, tira o pó dos móveis, arranja as
plantas, limpa as vidraças, prepara as crianças para levar e trazer da escola,
faz o almoço, “põe a mesa, tira a mesa”, lava pratos, arruma a cozinha, prepara
o lanche, lava os talheres, faz a janta, “põe a mesa, tira a mesa”, lava os
pratos e panelas, limpa a cozinha... e vai dormir, pensando o que vai fazer
(cozinhar) para o dia seguinte.
Esta maratona pode começar ao alvorecer e terminar pela madrugada,
dependendo do tamanho da família e das condições de cada qual. Imagine isso
durante anos a fio. Torna-se esta dona de casa uma verdadeira máquina. Por
isso, o bom Deus criou o Sábado. Agora é fácil entender por que “O Sábado foi
feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado”, não é? Imagine um
operário braçal.
Sim, meu irmão, Deus criou o Sábado por causa desta dona de casa e
do trabalhador em geral. Para que, neste santo dia, pudessem parar a fim de
recobrar as forças e ter tempo suficiente, livre da fadiga, e dos transtornos,
descansando de seus labores, para meditar de forma total no grande amor de
Deus.
Experimente, irmão ou irmã, na próxima sexta-feira, exatamente à
hora do pôr-do-Sol, encerrar todas as atividades. Tenha a casa arrumada, troque
os lençóis, fronhas e colchas, a comida prontinha, a roupa passada e guardada,
os sapatos engraxados, a televisão e o rádio desligados. Os jornais e revistas
seculares recolhidos.
Reúna a família, cantem hinos de louvor a Deus, leiam a Bíblia,
orem. Estarão assim recebendo o Sábado bíblico em sua casa. Depois dirijam-se à
mesa, jantem e preparem-se para um repousante sono. A noite será diferente e
mais agradável. Pela manhã, tomem o desjejum e estejam desde já convidados a
assistir, em uma de nossas 67.237 Escolas Sabatinas, ao culto de adoração e
louvor a Deus, que começa pontualmente às 9:00 horas. À tarde, saiam com a
família a contemplar a natureza, mostrem os campos e as flores, o mar e todo o
Universo aos filhos, e lhes digam que tudo foi criado pelo bom Pai Celestial. E
até eles compreenderão que Deus tinha razão ao criar o “Sábado por causa do
homem.” Deus continua certo: O homem precisa do Sábado! Não sejamos ingratos ao
recusar o que Deus fez para nós.
Amado irmão, faça esta experiência com sua família.
Apanhe 7 copos, encha-os com água potável.
(Façamos de conta que cada copo representa um dia da semana)
Tome um “gole” de água de cada um dos copos.
(O sabor é igual, não é mesmo?)
Coloque suco de uva no sétimo copo.
(Experimente um gole deste e um gole dos outros 6. Você notará uma
grande diferença no sabor do copo 7 em contraste com os demais.)
Agora coloque açúcar no copo 7 e mexa bastante.
(Sorva-o todo. Que tal? É diferente?)
ASSIM O SENHOR FEZ COM O SÁBADO:
SEPAROU-O – GÊNESIS 2:1-2 – (“ÁGUA)
SANTIFICOU-O – ÊXODO 20:8-11 – (“SUCO DE
UVA”)
ABENÇOOU-O – ISAÍAS 58:13-14 (“AÇÚCAR”)
“Assim
como Deus completou Sua obra em seis dias, de modo que pôde ser dito que ela
estava ‘terminada’ no sétimo dia, devemos completar nosso trabalho durante os
seis dias destinados para isso, e descansar olhando além de nossos interesses e
necessidades terrenos, para o privilégio de manter comunhão com nosso Criador. O dia de repouso de Deus não é meramente um
sinal de parada, mas um convite para crescente amizade...” – Lição da Esc.
Sab. 14/7/85.
Daniel 8: 12
“...e lançou a Verdade por terra; fez isso e prosperou.”
A Verdade, como já dissemos, é: DEUS
(Isa. 65:16); JESUS CRISTO (João 14:6); ESPÍRITO SANTO (João 16:13); BÍBLIA (João 17:17); LEI MORAL (Sal. 119:142).
Portanto: Negar ou matar a Cristo; usurpar o lugar de Deus; olvidar
a atuação do Espírito Santo; substituir a Bíblia e modificar a Lei Moral é
“lançar a Verdade por terra.”
Quando Daniel profetizou isso (600 a.C.), a verdade estava de pé. Ou
seja: Os judeus foram separados como nação eleita para ser a luz dos povos. O
templo era a Igreja (Êxo. 25:8). O evangelho era o Sistema Sacrifical que
prefigurava o Messias, e a Lei Moral era a norma de conduta. O Espírito Santo,
embora atuante, não fora dado de forma clara, o que só ocorreu no Pentecostes
ao ser Jesus glorificado no Céu pelo Pai (João 17:5). No Pentecostes se deu a
obra inaugural do Espírito Santo como sucessor de Jesus.
Os anos se passaram. O Messias chegou, e mataram-nO. Mas, no ano:
31 d.C. (morte de Cristo) a Verdade estava de pé.
58 d.C. Ainda permanecia de pé sustentada por Paulo (Atos 20:29,
30).
62 d.C. Paulo adverte veementemente: II Tess. 2:3 e 4 (O apóstolo
define quem tentaria contra a Verdade para lançá-la por terra).
100 d.C. Morre João, o último dos apóstolos. A Verdade ainda está de
pé.
200/300 d.C. Ainda permanece de pé, toda a Verdade de Deus.
321 d.C. Ocorre a conversão nominal do imperador Constantino ao
cristianismo (apenas uma manobra política para lhe assegurar a permanência no
governo). Em 7/3/321 d.C. celebra ele o famoso edito dominical que iria abrir a
porta às leis dominicais futuras (veja este decreto na página nº 118).
Posteriormente afirmou: “Juntar-se à igreja ou perder a vida.”
364 d.C. No Concílio de Laodicéia a Igreja Romana transferiu
definitivamente a solenidade do Sábado para o domingo (ver pág. nº 120).
503/508 d.C. Nestes anos, consolidou-se a posição religiosa de
apostasia total. Abria-se o caminho para a “abominação assoladora”. O papado
contava com o apoio eclesiástico (no Sínodo de 503 d.C. em Roma, o Papa foi
declarado como o substituto de Deus não podendo ser julgado por pessoa alguma).
Recebeu também o apoio civil (503 a 508 d.C.) através de Clóvis (Clodoveu) rei
dos Francos que, aceitando o cristianismo por influência de sua esposa cristã,
Clotilde, torna-se ardoroso defensor do papado, lutando contra todos os povos
hostís ao Papa. Isto lhe valeu o título de “filho mais velho da Igreja
Católica”.
533 d.C. Justiniano, imperador de Roma Oriental, com sede em
Constantinopla, declara o papa como o “cabeça de todas as igrejas”, passando o
papado a dominar a Europa.
538 d.C. Exatamente neste ano foi expulso de Roma o último poder
opositor do papado – os Ostrogodos. Com sua queda desenvolveu-se notadamente a
supremacia papal. Virgílio, bispo de Roma, torna-se o 1º papa com jurisdição
temporal. A verdade que, paulatinamente, já vinha sendo modificada, sob este
poder, seria, definitivamente, lançada por terra.
A profecia de Daniel 8:12 se locupleta na de Paulo (II Tess. 2:3 e
4), senão, veja o que diz a História Universal: No ano (321 d.C.) mudança do
Sábado para o domingo. (370 d.C.) culto aos santos. (400 d.C.) oração pelos
mortos e sinal da cruz. (500 d.C.) origem do purgatório. (609 d.C.) culto à
virgem Maria. (758 d.C.) confissão auricular. (787 d.C.) culto às imagens. (880
d.C.) canonização de santos. (998 d.C.) festa de finados. (1.190 d.C.) venda
das indulgências. (1.215 d.C.) consagrada definitivamente a confissão
auricular. (1.220 d.C.) adoração à hóstia. (1.414 d.C.) uso de cálice só para
sacerdotes. (1.563 d. C.) o Concílio de Trento determina que a tradição tem o
mesmo valor que a Bíblia, e aceita como canônicos os livros apócrifos. (1.870
d.C.) é declarada a infalibilidade do papa quando fala ex-cátedra, pelo
Concílio Vaticano.
O mundo então mergulhou em densas trevas. Foi retirada a Bíblia da
mão do povo e colocadas em seu lugar as tradições romanas. As consciências
foram cauterizadas no engano. Superstições inventadas, ninguém raciocinava
livremente, dominados que foram pelo poder católico romano. Todos viviam
receosos da bula papal. Reis, príncipes e o povo comum temiam a excomunhão da
santa Sé. Vieram então os cismas e as indulgências. A intolerância religiosa
estabelecida por Roma Cristã obliterou a visão de um Deus amoroso, piedoso,
misericordioso e compassivo.
Eis que surge o século XVI, e com ele, o embrião da Reforma
Protestante. Muitos homens santos deram suas vidas em favor da Verdade no
intuito de restaurá-la; antes e depois deste século, a saber:
Wiclef: Reformador inglês, cognominado a “estrela da manhã dos
Reformadores”. Traduziu a Bíblia do latim para o inglês em 1.380 d.C. Seu
protesto veemente foi contra a venda de indulgências. Seus ossos foram parar na
fogueira.
Jerônimo e João Huss, dois
expoentes máximos da Reforma; em defesa da verdade foram também devorados pela
fogueira.
Willian Tyndale, suscitou o ódio dos prelados ao traduzir as Escrituras Sagradas
para o idioma materno. Por ordem de Carlos V da Alemanha, foi ele estrangulado
no dia 6 de Outubro de 1536 e queimado num poste de Vilvorde, próximo a
Bruxelas.
Martinho Lutero, Reformador alemão. A estrela central da constelação imarcescível
dos valorosos reformadores. Quando ele subia de joelhos os degraus da “escada
de Pilatos” em Roma, uma voz lhe soou aos ouvidos: “O justo viverá pela fé”
(Rom. 1:17). Olhou para todos os lados. Nada viu. Continuou. A voz cálida
repetiu-se: “O justo viverá pela fé”. Não mais duvidou. De pronto, levantou-se.
Lutero cria nas torturas e sacrifícios, isto é, na justificação
pelas obras como o tinha aprendido na Igreja Católica.
Interrompeu imediatamente sua via-crúcis pois entendera a voz e a
mensagem divinas. Penitências, obras de qualquer espécie, promessas,
sacrifícios de auto flagelação, nada disso pode justificar a ninguém (Isaías
64:6).
Correu até sua igreja em Vitemberg na Alemanha e colocou 95 teses
contrárias à Igreja Católica (31/10/1517) e por isso foi levado aos tribunais
da Santa Sé.
“Retrata-te herege”, vociferavam bispos e padres. De quê? Serenamente perguntava este
homem de Deus: “Provem pela Bíblia meu erro!” (E pode??).
Lutero foi salvo pelo Senhor para desencadear o grande processo de
restauração das Verdades que estavam lançadas por terra. E começou pela Bíblia.
Traduziu-a para o alemão em 1.534 d.C., e mais tarde fundou a Igreja Luterana.
Mas,
• Continuou guardando o domingo;
• Crendo que na morte da pessoa, saía-se-lhe a alma; (imortalidade);
• E praticando o batismo por aspersão (água na cabeça).
Lamentavelmente, a Reforma de Lutero, conquanto providencial e
necessária, foi uma Reforma incompleta. Julgá-lo? Quem?!
Um homem que se levantou sozinho contra um Sistema Eclesiástico
poderoso que dominava o mundo. Como também exigir dele, que viveu apenas 63
anos, uma reforma total das Verdades que foram lançadas por terra há milênios?
Agradeçamos a Martinho Lutero a bênção de ter restaurado a autoridade da Bíblia e a grande verdade da justificação pela fé. A sua sinceridade
nos leva a entender que, 1.300 anos de engano, efetivamente lhe ofuscaram a
visão espiritual concernente ao Sábado, pois temos dele o seguinte testemunho:
“É muito surpreendente para mim que alguém
possa afirmar que eu rejeito a Lei ou os Dez Mandamentos... Não conheço nenhum
modo em que nós não os usemos... Pois quem poderia saber que, e por que, Cristo
sofreu por nós, sem saber o que é pecado ou a lei? Portanto, a Lei precisa ser
pregada onde quer que Cristo for pregado.” – Martinho Lutero, Luther’s Works (Filadélfia: Fortress
Press, 1971), vol. 47, págs. 109 e 113.
Portanto, como cada época da história teve sua Verdade Presente, a
Verdade Presente na era de Lutero foi a justificação pela fé.
Nenhuma outra Verdade poderia ser restaurada em primeiro lugar senão
essa; porque ao povo havia sido ensinado que o perdão se comprava com dinheiro
(indulgências). E o livro do profeta Daniel estava “selado” ainda.
O certo é que, com Lutero, a igreja começou a ser despertada do sono
milenar para novamente adentrar o caminho da verdade e santidade. Importava
seguir em frente. Raios de fulgurante luz espancavam as espessas trevas dos
ensinos pervertidos e das práticas pagãs de Roma papal. Porém, ainda que a
Reforma surgisse em hora gloriosa, o restabelecimento de todas as Verdades não
se deu.
Era exigir demais que os Reformadores abandonassem todos os erros de
seus antepassados, ou que eles restaurassem todas as Verdades “lançadas por terra”.
Todo o conjunto de Verdades divinas alteradas milenarmente pela igreja
dominante teriam que ser gradativamente restauradas, e não todas de uma vez.
Efetivamente, algumas verdades estavam ocultas aos seus olhos,
aguardando outra oportunidade para serem restauradas ao seu primitivo fulgor,
fato que está plenamente de acordo com os reclamos da profecia.
O batismo por aspersão (infantil) é um exemplo. Deus o aceitou até
que a forma original pudesse brandir as trevas e se revelar, também fulgurante.
Quando este batismo (gotas de água na cabeça) era a luz que os crentes tinham,
ou seja, não compreendiam com exatidão a verdadeira forma de batizar, Deus
aceitava sua fidelidade à luz então crida. Daí, a certeza de que a pessoa só
será responsável pelo conhecimento que teve da verdade em sua época. Ela só
prestará conta da luz recebida e vivida, segundo o esclarecimento obtido.
Pois bem, as Igrejas Reformadas que se seguiram à Luterana, também
não complementaram a Reforma, por isso mesmo continuaram iguais, todas guardando
o domingo, crendo na imortalidade inerente da alma e batizando por aspersão. Só
em 1.609, a Igreja Batista restaurou outra Verdade que foi o batismo por
imersão e só de adultos. Daí para frente, nenhuma igreja mais fez nenhum
progresso no sentido de restaurar as Verdades que ainda se encontravam no
“chão”.
Evidentemente, Martinho Lutero nem ninguém poderia contrariar a
profecia. A restauração de todas as Verdades só se daria quando chegasse o
tempo predito na profecia, isto é: o Tempo
do Fim, 1844 Dan. 8:12, 14, 17, 19, 26. Deus cuidou para que a profecia se
cumprisse tal qual encontrada na Bíblia. Deus espera que os cristãos do final
deste século, sejam os valentes atalaias de Sião, defensores da Verdade.
VERDADES CONFIRMADAS NO TEMPO DO FIM
• Bíblia Sagrada sem os livros apócrifos.
• Justificação pela fé.
VERDADES RESTAURADAS
a partir de 1844, pela Igreja Adventista do 7º Dia:
TEMPERANÇA (ampla reforma pró-saúde).
• Abandono de carnes imundas.
• Abandono de cigarros e bebidas alcoólicas.
MORTALIDADE DA ALMA
•A alma é o homem. Ele não abriga algo que se desprende ou se
desgarra na morte.
SANTA CEIA
• Lava-pés, puro suco de uva e pão ázimo (sem fermento).
LEI DE DEUS
• Restauração de todos os Dez Mandamentos. (aqui está o Sábado).
Etc.
OBSERVAÇÃO: O Sábado não poderia ser restaurado antes do cumprimento
da profecia. O tempo do fim começou no século XVIII e não no século XVI quando
se deu a Reforma Protestante. – A Bíblia está certa, a História Universal
confirma. Amém!

Complemento:
Esdras 7:7-9 – “Também subiram a Jerusalém... no sétimo ano do rei
Artaxerxes... E no mês quinto veio ele a Jerusalém; e era o sétimo ano deste
rei. Porque no primeiro dia do primeiro mês foi o princípio da sua subida de
Babilônia, e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, segundo a boa
mão do seu Deus sobre ele.”
“Mês quinto” – Quinto mês do reinado de Artaxerxes I, o monarca
Persa que fez o terceiro decreto para a reconstrução de Jerusalém.
“Sétimo ano” – O rei Artaxerxes reinou de 465 a 423 a.C. Para
descobrir-se o sétimo ano basta fazer a contagem decrescente: 464 (1º ano); 463
(2º ano); 462 (3º ano); 461 (4º ano); 460 (5º ano); 459 (6º ano); 458 (7º ano).
Cinco meses após, já é o ano 457 a.C.
“Primeiro dia do primeiro mês” – Esdras saiu de Babilônia com sua
caravana no primeiro dia do primeiro mês (Nisã) do ano 457 a.C..
“Primeiro dia do quinto mês” – Esdras chegou a Jerusalém no primeiro
dia do quinto mês (ABe), do ano 457 a.C.
Alguém me disse:
"Não havendo na Nova Jerusalém noite para marcar os limites nem
o início ou o fim do dia, será impossível guardar o Sábado ali, portanto o
Sábado está abolido."
Está certa ou errada, esta pessoa? Vamos ver:
Voltemos ao longínquo passado. Jesus, ao ressuscitar, empenhou Sua
palavra dizendo que iria preparar um lugar para os salvos, lembra-se? João
14:1-3.
• Este lugar é a Nova Jerusalém: Apoc. 21: 2, 10.
• A Nova Jerusalém é o Templo de Deus: Apoc. 21: 3, 22.
• Vai ser a capital da Nova Terra: Zac. 14: 4, 5, 9.
A Nova Jerusalém não precisará de luz do Sol nem luz da Lua:
Apocalipse 22:5
"E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem
de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia..." (Isa. 60:19; Apoc.
21:23).
OBSERVAÇÕES:
• Por que se acende as lâmpadas à noite?
• Os postes de iluminação pública são providos de um sistema célula
fotoelétrica que, automaticamente se liga, quando a luz do Sol desaparece. E
desliga-se instantaneamente quando, no dia posterior, reaparece o Sol.
• A luz (lâmpada) acesa pela manhã se ofusca diante da luz do Sol? –
Claro que sim!
Na Nova Jerusalém não terá nenhuma instalação elétrica e estará toda
iluminada à noite pela luz que emana do Senhor Jesus.
Se esta magnífica cidade não possui templo, se o Senhor é o Seu
templo, se Sua glória a ilumina, então ela será a morada de Jesus. O Seu trono
estará ali. E é isso mesmo! Jesus é nosso para sempre, Deus não O deu para nós?
(João 3: 16).
Mas... quanto ao Sábado, algum problema? Lógico que não! Observe:
• Deus criou a Terra para nós, os seres humanos (os terráqueos).
Deu-lhe forma, separou as trevas da luz e denominou-as: Noite e Dia. Gên. 1:
2-13.
• Criou o Sol para iluminar o dia, e a Lua para clarear a noite.
Gên. 1: 16-18.
• Depois criou um casal maravilhoso ordenando-lhe crescer e
multiplicar. Este casal seria o embrião da família humana. Gên. 1: 27- 28.
• O Sol e a Lua realizavam suas funções necessárias à manutenção da
vida na Terra, enquanto Adão e Eva viviam felizes, sem pecado, no Éden.
Um dia o pecado entrou neste mundo. Que lástima! O Sol e a Lua
continuaram e continuam realizando a obra para a qual Deus os destinou.
Um dia o pecado será desarraigado da Terra, e o Sol e a Lua
continuarão brilhando, porque o homem nela morará, agora, porém, sem pecado,
tudo novo. E a cada Sábado iremos ao templo (Nova Jerusalém) para adorar, e lá
nos recepcionará o Senhor Jesus cuja glória ilumina toda a cidade – de dia e de
noite. Ouça:
“E será que desde uma lua nova até a outra (mensal), e desde um
Sábado até ao outro (semanal), virá toda a carne (pessoas) a adorar perante
Mim, diz o Senhor.” – Isa. 66: 23.
Eu não ficarei de fora, e você? Glória a Deus!
Impressionantemente, quando uma pessoa decide não aceitar a clareza
bíblica da validade do Sábado, ela procurará “mil” coisas para questionar. Bem,
anote aí:
“Diferente dos outros seis, o sétimo dia da
Criação não é designado como ‘tarde e manhã’. Alguns estudiosos querem defender
que os seis dias correspondem a períodos de tempo e o sétimo não tinha limites
fixos. Assim, sugerem que o Sábado é um tempo anterior à queda do homem, a ser
restaurado quando pecado e pecadores não mais existissem. Isso omite três fatos
importantes:
“ (1) – O sétimo dia é chamado ‘um dia’ (yom,
em hebraico; Gên. 2: 2), da mesma forma que os seis dias anteriores (Gên.
1:5-31).
“ (2) – O último dia da semana da criação é
chamado ‘o sétimo’.
“ (3) – O quarto mandamento iguala os sete como
parte iguais de uma semana (Êx. 20: 8-11). Portanto, o Sábado da Criação não
foi um período de tempo extenso, da mesma forma que não o foram os demais seis
dias da Criação.
“A palavra ‘dia’ (yom, em hebraico), sempre significa um dia de 24 horas, quando
usada com o numeral (primeiro, segundo, terceiro, etc). Logo, Gênesis 1, fala
da criação em seis dias literais.
“ O sentido da expressão ‘sétimo dia’ em
Gênesis 2: 2 é o mesmo de quando aplicado aos seis dias anteriores. Diferente
dos meses e anos, que são determinados pelo movimento da Lua em torno da Terra
e pela Terra em torno do Sol, respectivamente, não há um fenômeno natural para
determinar a semana. A origem da semana tem a ver com a Criação.” – Lição da Escola Sabatina, 4/8/96.
LEMBRE-SE:
• O Sábado não é dos judeus. É do Senhor teu Deus.
• O Sábado foi o primeiro dia inteiro que Adão e Eva viveram.
• Se Jesus viesse para destruir o Sábado, Ele não o teria guardado.
Lucas 4: 16.
• Foi no Sábado que Jesus levantou-Se e, lendo o profeta Isaías,
disse ser o Messias.
• O Sábado, além de ser o marco de que Deus é o Criador, é o refúgio
contra o stress. Neste dia deve-se deixar tudo para adorar a Deus.
• Que sentido faz Jesus mandar orar 39 anos depois de Sua volta ao
Céu (Mat. 24:20), se os discípulos não guardassem o Sábado?
• Se Jesus fosse transferir o Sábado para o domingo, os discípulos
não iriam com bálsamo e tristeza ao túmulo (Marcos 16:2); mas, com flores e
muita alegria.